Cinco espécies de mamíferos marinhos, 33 espécies de aves, três espécies de morcegos e 52 espécies de peixes foram identificadas na área do WindFloat Atlantic, instalado ao largo de Viana do Castelo. Esta informação consta do relatório de balanço de oito anos apresentado pela empresa responsável, Ocean Winds.
Em comunicado, fonte da empresa revela que o estudo conclui que “o parque eólico flutuante, considerado o primeiro semi-submersível do mundo, pode coexistir com a biodiversidade marinha e até gerar efeitos ecológicos positivos. No total, foram identificadas mais de 270 espécies na área envolvente”.
Pela análise dos dados verifica-se que houve um “aumento geral na abundância de polvo e de várias espécies de peixe”. E acrescenta-se: “variações sazonais e anuais continuam a ser os principais fatores que influenciam as comunidades marinhas”.
Segundo o estudo, a criação de uma zona de exclusão da pesca e o chamado “efeito recife”, em que as estruturas servem de abrigo e alimentação, terão contribuído para “benefícios ecológicos locais claros”, aumentando a presença de fauna marinha.
Durante a fase de operação, foi também observado um aumento da atividade de golfinhos e botos na área, que funciona sobretudo como rota migratória. O estudo não registou colisões de aves nem evidências de utilização das estruturas por morcego.
O estudo foi realizado com o apoio da consultora Blue Grid e contributos do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Politécnico de Leiria.

