A presidente do conselho de administração dos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo (SMVC), Carlota Borges, acusou hoje a Resulima de falhar na recolha de resíduos urbanos, sobretudo plástico e cartão, afirmando que a empresa “não está a fazer o seu trabalho”.
As declarações surgiram durante a reunião camarária quando foi aprovada a aquisição de dois novos equipamentos de recolha de resíduos para os SMVC, num investimento, conforme já referimos em anterior notícia, de cerca de 570 mil euros.
O PSD votou favoravelmente a proposta, mas alertou para a degradação da limpeza urbana no concelho, especialmente numa altura em que se aproxima o verão e aumenta a pressão turística.
Carlota Borges, também vereadora da Coesão Social, Habitação, Juventude e Serviços Urbanos na Câmara de Viana do Castelo, respondeu que os SMVC têm sido obrigados a substituir a Resulima na recolha seletiva, situação que considerou “incomportável” para os serviços municipais. A autarca afirmou que existem ecopontos cheios em várias freguesias e admitiu que “alguma coisa não está bem” no funcionamento da empresa.
A vereadora destacou ainda o aumento de casos de deposição indevida de resíduos, revelando que este ano já foram levantados mais de 150 autos. Segundo explicou, têm sido encontrados móveis, colchões e outros monos junto aos contentores, apelando à população para utilizar os serviços próprios de recolha.
Também o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, criticou o modelo de funcionamento da Resulima, confessando sentir-se “impotente” apesar de integrar o conselho de administração da empresa. O autarca afirmou que os problemas são repetidamente discutidos nas reuniões, sem soluções concretas, considerando que “este modelo não funciona”.
