Na verdade, o mundo só pode ser menos mau e menos atroz se conseguirmos fazer mais pelos outros que por nós. Este é o dever da nossa geração: solidariedade para com os desfavorecidos, os que são perseguidos, abandonados, atormentados, oprimidos, desesperados.
Só assim damos um sentido nobre e humano a uma comunidade na qual todos os membros se definem a si mesmos, não pela própria identidade, mas pela dos outros. Esta atitude não deve ser entendida como forma de caridade, mas sim ajuda entre pessoas ou grupos que lutam por uma causa comum.
Pois, se a solidariedade e a ajuda mútua são os meios que permitem às espécies animais sobreviver, como poderíamos nós, humanos, viver sem estes valores? Se não estamos a fazer a vida de alguém melhor, estamos a perder tempo. A vida de cada um melhora ao melhorar a vida de alguém.
O poeta Aleixo, mais uma vez, tinha razão…