O CHEGA de Viana do Castelo acusa o executivo municipal de falta de transparência no processo de atribuição das novas habitações municipais do Bairro do Carvalhal, em Darque, segundo um comunicado divulgado pelo partido após a reunião de Câmara realizada esta manhã.
Na nota enviada à comunicação social, o partido refere que voltou a solicitar esclarecimentos sobre o número de habitações atribuídas, candidatos excluídos, critérios de seleção, valores das rendas e custo total do empreendimento para o município. De acordo com o CHEGA, nenhuma destas questões terá recebido uma resposta objetiva por parte do presidente da Câmara.
O partido sublinha que não coloca em causa a existência de habitação social nem a necessidade de apoiar famílias carenciadas, mas sim a forma como o processo foi conduzido. Na sua posição, considera que um investimento público desta dimensão deveria ter sido acompanhado por maior transparência e prestação de contas.
O CHEGA critica ainda aquilo que descreve como uma tentativa de desvalorizar o papel de fiscalização política exercido pela oposição, rejeitando acusações de que as suas intervenções contribuam para criar divisões ou polémicas.
No mesmo comunicado, o partido destaca declarações do presidente da Câmara sobre o valor das rendas a pagar pelos beneficiários, que poderão variar entre um e 300 euros, consoante a capacidade financeira de cada agregado. Para o CHEGA, estas explicações levantam novas dúvidas sobre os critérios aplicados, os valores efetivamente praticados e a sustentabilidade financeira do projeto.
A estrutura concelhia conclui defendendo que, estando em causa recursos públicos e um investimento de vários milhões de euros, os vianenses têm o direito de conhecer em detalhe os critérios de atribuição das habitações e o impacto financeiro futuro do empreendimento para os cofres municipais.
