O Teatro do Noroeste apresentou na última segunda-feira as propostas para as escolas. Pelo terceiro ano consecutivo, a companhia vianense vai criar seis produções para levar aos estabelecimentos de ensino.
“Fazemos mais de 100 representações só nas escolas do concelho”, anunciou o diretor artístico do Teatro do Noroeste. Ricardo Simões defendeu que com esta iniciativa o teatro chega a mais pessoas de “uma forma mais justa, democrática e inclusiva”.
Para o diretor artístico da Companhia, o teatro escolar “não é uma área menor” da programação, mas “uma aposta” que surgiu há dois anos.
A primeira proposta arranca em outubro e direciona-se para o 2.ºciclo. “Só eu é que não tenho” é uma criação e interpretação de Adriel Filipe.
Segue-se o “Despertar das Borboletas, que será apresentado de 02 a 13 de novembro para o 3.º ciclo. E é criado e interpretado por Ricardo Ribeiro.
Em dezembro, Nuno J. Loureiro apresenta uma proposta para o ensino secundário. “Gramática do Medo” é o nome da peça, que abordará a questão da identidade e dos conflitos de geração.
De fevereiro a março, o público escolar é convidado a deslocar-se ao Teatro Sá de Miranda para assistir à apresentação de Pablo. A peça terá encenação de Tiago Fernandes, que parte de relatos da vida de Pablo Picasso.
“Não gosto, não gosto e… Não gosto!” é a peça apresentada em maio e direcionada para os alunos do 1.º ciclo. A criação e interpretação é de Alexandre Calçada.
A última proposta é “Quero escrever amor” para as crianças do pré-escolar e será apresentada em maio e junho de 2027. Rafaela Sá será a criadora e a intérprete.
“Os espetáculos foram pensados para os alunos e para os professores, mas não são aulas, são obras de teatro”, explicou Ricardo Simões.
