PJ desmantela grupo de tráfico de droga

A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, levou a efeito uma operação policial de combate ao tráfico ilícito de estupefacientes que que culminou com a detenção de quatro pessoas e o desmantelamento de uma rede que se dedicava à importação e distribuição de resina de canábis, proveniente do Norte de África.

As detenções, segundo a PJ, ocorreram na localidade alentejana de Montemor-o-Novo.

Em causa está um grupo organizado, sedeado na região do Minho, “que se dedicava à importação de significativas quantidades de resina de canábis, proveniente de Marrocos, para posterior comercialização no nosso país”, explica aquela autoridade.

“O grupo servia-se de diversas pessoas, que fazia deslocar a Marrocos através do sul de Espanha e que depois regressavam a território nacional transportando significativas quantidades de haxixe no interior do organismo”, prossegue.

“Estes correios de droga, que o grupo ora desmantelado recrutava habitualmente entre pessoas com comportamentos aditivos, eram usados como invólucros móveis do produto estupefaciente, para assim procurarem escapar ao controlo das autoridades”, explica ainda a PJ.

“A frequência das viagens e elevada qualidade do produto transportado, tornaram o negócio altamente lucrativo e uma prática que perdurava há vários anos”.

Durante a operação agora desencadeada, os investigadores acompanharam mais um transporte, intervindo quando o grupo se reuniu.

Foram apreendidos 5 quilos de resina de canábis, elevada quantidade de dinheiro em numerário, dois automóveis, diversos telemóveis e outros elementos de prova.

Os detidos, três homens com idades compreendidas entre os 32 e os 44 anos e uma mulher de 38 anos, foram presentes às autoridades judiciárias competentes, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, tendo, a três deles sido aplicada a medida de coação prisão preventiva e a um a medida de coação prisão domiciliária.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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