15 mortos em descarrilamento no Elevador da Glória (Lisboa). 18 feridos: 5 em estado grave

Governo decretou um dia de luto nacional para esta quinta-feira, 4 de setembro

O elevador da Glória, que liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, descarrilou esta quarta-feira, cerca das 18h,, num acidente que provocou pelo menos 15 mortos, avançou fonte oficial da PSP.

O acidente provocou também 18 feridos. Em declarações no local, fonte do INEM disse que pelo menos cinco dos feridos estão em estado grave.

Pelo menos sete dos feridos foram reencaminhados para o Hospital de São José, disse fonte oficial. O Hospital de Santa Maria e o Hospital de São Francisco Xavier também receberam feridos.

Segundo o site da Proteção Civil, estão 59 operacionais no local, apoiados por 21 meios terrestres.

À CNN Portugal, a Carris diz quem tem as suas equipas no local, sendo que “todos os meios foram ativados” para responder ao acidente. A “prioridade é acompanhar a situação”, refere fonte oficial, sem indicar mais detalhes sobre a eventual causa do descarrilamento.

A CNN Portugal sabe também que a a Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária foi acionada para investigar as causas do acidente e que o Ministério Público vai abrir um inquérito ao incidente no DIAP de Lisboa.

O Elevador da Glória, capaz de transportar até 42 pessoas, é um dos ícones de Lisboa e é muito frequentado pelos turistas que visitam a cidade.

GPIAAF vai investigar descarrilamento

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) adiantou à Agência Lusa que vai abrir uma investigação ao descarrilamento. 

“O GPIAAF irá abrir uma investigação [ao acidente], mas devido à limitação de meios [humanos] na área ferroviária, apenas amanhã de manhã [quinta-feira] iniciará a recolha de evidências no local”, disse fonte deste organismo público.

Moedas fala em “dia trágico”

Aos jornalistas no local, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, falou num “dia trágico” para Lisboa.

“É um dia muito duro para todos nós”, disse o autarca, que deixou os seus sentimentos às famílias das vítimas mortais.”Lisboa está de luto, é um momento trágico para a nossa cidade”.

Moedas elogiou a resposta dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, que receberam “o alarme às 18:08 e estavam aqui [local do acidente] às 18:11”.

“Infelizmente, é gravíssimo. É um acidente que não deveria ter acontecido”.

A Câmara Municipal de Lisboa declarou três dias de luto municipal

Marcelo e Governo já lamentaram o acidente

Numa nota publicada no site oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa informou que “lamenta profundamente o acidente ocorrido esta tarde com o elevador (funicular) da Glória, em Lisboa, em particular as vítimas mortais e os feridos graves, bem como os vários feridos ligeiros”, e apresentou “o seu pesar e solidariedade às famílias afetadas por esta tragédia”.

Também o Governo e o primeiro-ministro, através de um comunicado enviado às redações, lamentaram “profundamente o acidente ocorrido esta tarde no elevador da Glória, em Lisboa, e exprimem a sua profunda consternação e solidariedade às vítimas e suas famílias”.

“O Governo está, desde os primeiros momentos, a acompanhar a situação e a resposta das diversas autoridades públicas de emergência médica, unidades de saúde, proteção civil, forças de segurança e transportes, a quem foram transmitidas orientações para prestação de todo o apoio necessário. O Governo está também em contacto permanente e articulação estreita com a Câmara Municipal”, pode ler-se na nota.

No X, em português, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, lamentou o acidente. “É com tristeza que tomei conhecimento do descarrilamento do famoso “Elevador da Glória”. Os meus sentimentos com as famílias das vítimas”, disse a líder.

CNN Portugal

P.S. – informações posteriores a esta notícia dão conta de que, deste acidente, resultaram, afinal, 16 mortos.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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