Bloco reune com Conselho de Administração da ULSAM

A candidatura do Bloco de Esquerda reuniu, na tarde desta segunda-feira, com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), para se inteirar sobre o funcionamento daquela estrutura.

Um dos pontos levantados durante a reunião, foi a concessão do serviço de imagiologia a privadas e o novo concurso público lançado em dezembro de 2023, ao qual acresceram mais de 10 milhões de euros que o concurso anterior apesar de, aparentemente, ter as mesmas características. Este concurso, recentemente adjudicado, é um dos exemplos de como as concessões de serviços da saúde prejudicam as instituições do SNS, os custos com estas concessões aumentam sem razão aparente, uma vez que nem os profissionais não vêm as suas condições melhoradas nem existe custos associados à compra de equipamentos, sendo que estes são propriedade da ULSAM. Para o Bloco de Esquerda é urgente cumprir esta Lei de Bases e isso faz-se com a recuperação da resposta pública na área de radiologia na ULSAM, aproveitando as disponibilidades de profissionais que devem ser contratados agora para o SNS.

Durante este encontro, o Bloco reforçou a preocupação com as condições de alguns serviços da ULSAM e reforçou o compromisso em continuar a defender a necessidade de uma requalificação do Hospital de Santa Luzia, como por exemplo a urgência pediátrica que se encontra há já vários anos em contentores, ou até mesmo o circuito que os utentes fazem para chegar ao posto de colheitas. 

Para a nova administração da ULSAM, existe a necessidade e reforçar a resposta social e de convalescença no distrito bem como aumentar a autonomia e agilidade na contratação e investimento, quando estes são necessários. O Bloco de Esquerda vincou a necessidade de reforço das redes de Cuidados Continuados e de Cuidados Paliativos, aumentando o número de camas públicas existentes no distrito. Para o Bloco é fundamental dotar as administrações das unidades do SNS de autonomia e responsabilização, que permitam resposta adequada e em tempo útil às necessidades de cada momento, bem como criar um plano plurianual de investimentos associado a uma carta nacional de equipamentos de saúde, com dotação própria, que permita combater a obsolescência tecnológica pela renovação e aquisição de novos equipamentos.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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