O jogador Duarte Cunha, natural de Vila Nova de Cerveira, foi ontem condecorado com a Ordem do Mérito pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém, em Lisboa. A distinção surge após a conquista do primeiro título mundial de sub-17 da história do futebol português, alcançado pela seleção nacional em novembro de 2025.
Os jogadores da equipa das quinas tornaram-se os mais jovens atletas do desporto nacional a receber medalhas da Ordem do Mérito. O selecionador nacional, Bino Maçães, foi distinguido com o grau de comendador da mesma ordem. Durante a cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa classificou os jovens futebolistas como “heróis” e sublinhou o carácter inédito da condecoração.
“São os mais jovens a serem condecorados da história do desporto português e do futebol português. Já havia outros condecorados muito jovens, mas tão jovens não havia”, afirmou o Presidente da República, destacando a honra de entregar as insígnias em nome do país.
O chefe de Estado alertou ainda para a responsabilidade acrescida que acompanha a distinção, sublinhando a necessidade de acompanhamento e proteção do percurso futuro dos atletas. Uma preocupação também partilhada pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, que defendeu um papel ativo da federação na salvaguarda do desenvolvimento dos jovens jogadores.
Pedro Proença destacou igualmente 2025 como um “ano histórico” para o futebol português, com a presença das seleções nacionais em seis finais internacionais, das quais venceram cinco. O dirigente apontou ainda como objetivo futuro a conquista inédita do Mundial de 2026, defendendo maior estabilidade e tranquilidade no panorama futebolístico nacional.
O selecionador Bino Maçães considerou a cerimónia um momento marcante, sublinhando que o sucesso alcançado representa também um desafio para o futuro. “É um motivo de grande orgulho, mas também de grande responsabilidade”, afirmou.
Portugal sagrou-se campeão mundial de sub-17 a 27 de novembro de 2025, ao vencer a Áustria por 1-0 na final da 20.ª edição do torneio. O golo decisivo foi apontado por Anísio Cabral, aos 32 minutos, avançado que terminou a competição como o segundo melhor marcador, com sete golos.
Antes desta conquista, a seleção portuguesa nunca tinha alcançado uma final do Mundial de sub-17. O melhor registo tinha sido o terceiro lugar em 1989, na Escócia, tendo ficado pelos quartos de final nas edições de 1995, no Equador, e de 2003, na Finlândia.
