Governo reforça indemnizações pelo ataque do lobo ibérico

O Governo anunciou o aumento do valor de indemnizações por danos causados pelo lobo-ibérico, alargando as situações abrangidas e eliminando algumas das limitações existentes. As alterações procuram garantir maior justiça aos produtores pecuários e promover a coexistência entre a atividade pastoril e a conservação da espécie.

A revisão ao regime jurídico do lobo-ibérico (Canis lupus signatus) introduz ajustamentos às regras de compensação por danos, com o objetivo de tornar o sistema mais justo, mais claro e mais adequado à realidade das explorações agropecuárias.

Entre as principais alterações, destaca-se a eliminação da redução progressiva do valor das indemnizações, o que assegura uma resposta mais estável e proporcional aos danos sofridos pelos produtores.

Passa a ser possível enquadrar, para efeitos de indemnização, situações em que os animais desaparecem na sequência de ataques, com base na avaliação técnica dos elementos de prova e na validação do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

É igualmente eliminada a exclusão automática de indemnização em casos de animais com idade inferior a um mês, o que ajusta o regime às condições reais de exploração em regime de pastoreio livre.

“Esta revisão reforça a justiça do sistema de indemnizações e assegura um maior equilíbrio entre a proteção do lobo-ibérico e a sustentabilidade da atividade agropecuária. A conservação da biodiversidade só é eficaz quando é compatível com a realidade do território e com quem nele trabalha”, sublinha Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia.

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, acrescenta que “a inclusão dos animais com menos de um mês corrige uma lacuna do regime anterior e reconhece prejuízos efetivamente sofridos pelos produtores. Valorizamos o trabalho de quem assegura a atividade pecuária, produz alimentos, mantém o território ocupado e contribui para o equilíbrio entre a conservação da natureza e o desenvolvimento das comunidades rurais.”

Com esta alteração, o Governo reforça a confiança dos produtores e melhora a eficácia do regime de conservação, promovendo uma convivência mais equilibrada entre atividade económica, gestão do território e proteção da biodiversidade.

Licenciada em Comunicação Social pela Universidade do Minho, possui mais de 20 anos de experiência na área do jornalismo.

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