O Ministério Público abriu um inquérito à morte de uma mulher que sofria de Alzheimer com cerca de 65 anos que desapareceu e foi encontrada morta na doca de Viana do Castelo, revelou hoje à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Confirma-se a instauração de inquérito, tendo sido determinada a realização da autópsia”, indicou a PGR, numa resposta escrita enviada a questões da Lusa.
O alerta para o desaparecimento da mulher foi dado pelas 19h47 de quinta-feira, revelou fonte dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo.
Após a realização de buscas, o corpo da mulher foi detetado na água junto ao navio-museu Gil Eannes, acrescentou.
A mulher era utente da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) do Centro Social e Paroquial de Deão e integrava um grupo que estava a assistir ao espetáculo multimédia ao fundo da Avenida dos Combatentes.
Durante a tarde, o grupo já tinha visitado o Santuário de Santa Luzia, naquele que foi um programa preparado pela instituição para proporcionar um “dia feliz” aos utentes.
Após o espetáculo luminoso que ocorreu na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, os utentes regressaram ao miniautocarro que os transportou. Quando as funcionárias estavam a colocar alguns utentes de cadeira de rodas no veículo aperceberam-se do desaparecimento de uma das mulheres.
Foi iniciada uma busca pelas ruas da cidade e, pouco tempo depois, populares deram o alerta para um corpo a boiar no rio, na zona onde se encontra o navio Gil Eannes.
A Estação de Salva Vidas, com a mota de salvamento marítimo, e os Bombeiros Sapadores retiraram a vítima da água, cujo óbito foi declarado no local.
