Ontem, aos 80 anos, Sérgio Godinho subiu ao palco da praia fluvial do Taboão para cantar a Liberdade. O Presidente da República assistiu ao concerto no meio do público e depois foi cumprimentar o músico.
Durante mais de uma hora de concerto, subiram ao palco Manuela Azevedo, dos Clã, Capicua, Milhanas, A Garota Não, Ana Lua Caiano e Samuel Úria, que cantaram algumas canções do músico.
A música de abertura do concerto “Grão da Mesma Mó”. Nos versos lê-se “Vê lá o que fazes / Há tanto a fazer”. Samuel Úria cantou “Maré Alta”, onde se ouviu: “A liberdade está a passar por aqui”. E assim que terminou este tema, Sérgio Godinho fez o alerta da noite, dizendo: “A liberdade é um bem precioso, protejam-na”.
No dia em que se cantou Liberdade no Vodafone Paredes de Coura, António José Seguro marcou presença. Foi o primeiro Presidente da República a deslocar-se ao Taboão. Na chega, pouco depois das 18h, aos jornalistas falou de “um momento de descompressão, de prazer, de alegria, de encontros com a cultura”.
O Presidente da República explicava que o Festival é um “hino à cultura, à alegria, à música e à empatia”, valores que considerou afastados de alguns líderes, mas necessários, até porque “a vida é dura”.
“Precisamos de empatia e precisamos de perceber que somos seres humanos”, argumentando que “a música traz-nos essa vantagem de, através da diversão, chamar-nos também para a atenção para coisas sérias, que é, no fundo, a maneira como nós vivemos em comum”

