Viana do Castelo abre concurso para serviços arqueológicos durante construção do mercado

A Câmara de Viana do Castelo abriu concurso público, pelo preço base de 324.740 euros mais IVA, para a aquisição de serviços de arqueologia de acompanhamento da construção do novo mercado e requalificação da envolvente.

De acordo com o anúncio publicado em Diário da República (DR), o prazo de execução do contrato é de 150 dias.

A apresentação de propostas termina às 17h do dia 02 de janeiro de 2016, sendo que os concorrentes são obrigados a mantê-las 66 dias a contar daquela data.

Em outubro, durante a construção do novo mercado, no local onde até 2022 existia o prédio Coutinho, foram encontrados vestígios do antigo convento de São Bento.

Questionado pela Lusa, o presidente da Câmara, Luís Nobre, referiu que os trabalhos não foram afetados porque “a obra tem várias fases e tarefas”.

“Para já, não há nada que implique com a dinâmica da obras porque há tarefas que vão continuar, em paralelo com o trabalho que está a ser feito a nível da arqueologia, em absoluta articulação com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN)”, disse o autarca socialista.

Luís Nobre especificou que os vestígios foram encontrados no parque de estacionamento, à superfície, que existia nas traseiras do prédio Coutinho, desconstruído em 2022 para instalação do novo mercado municipal.

O autarca socialista adiantou que era expectável que durante a obra fossem encontrados achados arqueológicos pelo facto de a construção ocorrer em pleno centro histórico da cidade.

“Nós já sabíamos que ali existiam vestígios. Estávamos conscientes que tínhamos de fazer as escavações e, durante as escavações, [apareceram] vestígios que têm de ser interpretados”, referiu.

Segundo Luís Nobre, os serviços camarários têm reunido quinzenalmente com o departamento de arqueologia CCDRN, sendo que “o registo do achado arqueológico está feito e transposto para os vários meios digitais e analógicos, habituais neste tipo de situação”.

A igreja de S. Bento é o que ainda hoje resta do antigo convento de freiras beneditinas do século XVI.

A empreitada de construção do novo mercado, avaliada em 13,376 milhões de euros, começou no dia 29 de setembro.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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