A “bazuca” e o Metro de Lisboa

A “bazuca” e o Metro de Lisboa

Os fundos europeus chegam-nos para melhorar as nossas infra-estruturas, o nosso potencial humano e outras prioridades que ajudem ao desenvolvimento do país e dos portugueses. Para que Portugal se aproxime dos níveis de vida da média europeia. Mas, o que vamos assistindo ao longo de tantos anos, atravessando todos os governos, é o uso desses fundos para pagar despesa que devia ser suportada pelo orçamento do estado.

Usar os fundos europeus para pagar investimentos que em nada contribuem para a coesão nacional e para o desenvolvimento do país tornou-se tão natural que é assumido sem pudor.

Por isso ouvimos o primeiro-ministro afirmar que mais uns quilómetros do Metro de Lisboa têm de estar concluídos em 2016, porque é a data limite de uso do famoso PRR – a tal bazuca pós-covid que devia fazer recuperar a nossa economia e todo o resto que foi prejudicado com a pandemia.

Mais uns quilómetros do Metro de Lisboa certamente que tem muita importância para alguns milhares de cidadãos da capital. Mas não beneficia o país no seu todo. 

Devem os fundos comunitários que nos são dados para aproximar o país do desenvolvimento médio da União Europeia ser usados para pagar obras locais? Será com este uso da montanha de dinheiro europeu que vamos conseguir que algumas regiões do país saiam de níveis de pobreza em comparação com os nossos parceiros europeus?

Temos regiões como o Norte do país que são das mais pobres da Eurolândia. Mas, muito do dinheiro europeu fica em Lisboa.

Portugal continua a ser Lisboa e o resto é paisagem. 

Eduardo Costa

(*) Jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional

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