A sorte e o acaso andam sempre juntos

A sorte e o acaso andam sempre juntos

Outro dia, passeando com um amigo, perto da Praia Norte, uma gaivota, ao voar por cima de nós, largou sobre o meu casaco, nos ombros, um poio, que me sujou todo, inesperadamente… Fiquei surpreso e arreliado, porque aquele “dejecto” custa muito a sair… – mas o meu companheiro disse-me logo:

— Vais ter sorte. Joga no “Euromilhões” porque a merda dá sempre sorte!…
Claro que não fui na conversa e não joguei, nem sequer numa “raspadinha”…

Às vezes a minha mulher, quando estou a ver na televisão um jogo de futebol, com o meu clube de simpatia, o FCP, e está a perder ou empatado a zero, diz-me sempre: Vai dar uma volta e vem daqui a 10 minutos e vais ver que as coisas mudam…

E não é, que na maior parte das vezes, ela acerta e o meu clube empata ou mete golo…

Outras pessoas dizem: “Quanto mais burro mais peixe”. É um provérbio popular que, por vezes, dá certo, – uma vez que a ciência, ou a inteligência, nada tem a ver com a sorte.
Quando estou sozinho a pescar, e outro se senta a meu lado, para fazer o mesmo – ele, dentro de pouco tempo, carrega a cesta com peixe, e, eu que já lá estou há horas nem um tiro, para mostra…

Porém, assim, como há boa sorte também existe a má sorte. Ou seja, já me aconteceu escorregar numa casca de fruta e estender-me no passeio…

Mas a sorte também se procura, porque uma pessoa que nunca joga na lotaria não deve esperar que lhe saia algum prémio.

Isto até me lembra aquela história em que um indivíduo vai à igreja muitas vezes pedir a Cristo que interceda para que lhe saia a sorte grande – e Jesus remata: Se não jogas como queres que te ajude?!

O pior nesta questão é que a ganância, na obtenção do dinheiro fácil, faz com que muita gente jogue aquilo que tem, e o que não tem. Muitas vezes viciam-se na compra dos totolotos, euromilhões, raspadinhas, lotarias e por aí fora, dando origem a verdadeiras tragédias familiares…
Fiquemos por aqui.

Foto: “Fãs da Psicanálise”

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