A última Cimeira Ibérica

A última Cimeira Ibérica

Pouco depois da Cimeira Ibérica em Viana, realizou-se nova Cimeira, nas Canárias, e, apesar de as relações comerciais entre os dois países terem ascendido, no ano passado, a mais de 48 mil milhões de euros, foi reduzida a importância que a comunicação social portuguesa lhe deu. Convicto de que o reforço da cooperação ibérica é determinante para o desenvolvimento do Alto Minho, acompanhei com particular atenção o encontro do presidente do governo espanhol com o primeiro-ministro português. 

Ao rol de medidas tomadas em anteriores cimeiras, algumas ainda não implementadas,  juntam-se, agora, os memorandos das “escolas bilingues na fronteira” e dos “campus rurais transfronteiriços”, para a realização de estágios escolares e acolhimento de trabalhadores, nomeadamente nómadas digitais. 

Viana pode orgulhar-se de ter sido um dos primeiros municípios portugueses a eleger a cooperação com a Galiza como um dos vetores fundamentais da sua política trans municipal. Logo no alvorecer dos anos 90, Viana estreitou os laços com Santiago, Ourense e todos os concelhos da bacia do Lima, irmanou-se com Lugo e impulsionou a criação do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, fundado em Santa Luzia, em 1992. As embaixadas galegas em Viana e no seu porto de mar e vianesas na Galiza foram tantas e tão frequentes que até alguns membros do Governo chegaram a questionar se elas não poderiam pôr em causa a unidade do nosso país! Felizmente, as dúvidas desfizeram-se, com a bênção do presidente da república e do primeiro-ministro de Portugal, após estes terem aceitado o convite do presidente da Xunta para visitar a Galiza. E o pioneirismo no esbatimento de fronteiras dentro da União Europeia não só contribuiu para Viana acolher muitas empresas estrangeiras, europeias e até uma japonesa, que criaram cerca de 4 mil novos postos de trabalho, nas zonas industriais definidas no PDM, aprovado em 1991, como permitiram ousar elaborar e apresentar diretamente à Comissão Europeia, em Bruxelas, um programa de investimentos para o Alto Minho, suplementar do aprovado pelo Governo.

Recordo estes factos, na esperança de que o seu conhecimento pelas novas gerações de vianenses possa aumentar a autoestima destes e a sua contribuição para o engrandecimento de Viana!

 

Outras Opiniões

Os leitores são a força que mantém vivo o jornal mais antigo de Portugal Continental.

Assine A Aurora do Lima por apenas 20€/ano!

Há 169 anos que o “A Aurora do Lima” faz parte da história económica e social do Alto Minho, com um impacto especial em Viana do Castelo. Este legado só é possível graças ao apoio dos leitores, que são o pilar mais importante na continuidade de qualquer jornal.

Para que esta caminhada de sucesso não tenha fim, convidamos a fazer parte desta história. Assine o “A Aurora do Lima” por apenas 20€/ano e tenha acesso a todos os artigos de um jornal com tradição, credibilidade e compromisso com a região.

Garanta já a sua assinatura e ajude-nos a manter viva esta tradição centenária!

Item adicionado ao carrinho.
0 itens - 0.00

Assine o “A Aurora do Lima”, o jornal mais antigo de Portugal Continental, por apenas 20€/ano!

Há 169 anos que o “A Aurora do Lima” faz parte da história económica e social do Alto Minho, com um impacto especial em Viana do Castelo.

Garanta já a sua assinatura e ajude-nos a manter viva esta tradição centenária!