Dores da democracia

Dores da democracia

A democracia portuguesa pariu um conjunto de criaturas com uma apetência especial para desestabilizar o ambiente social, que tem vindo a construir-se progressivamente ao longo dos anos. São criaturas que vão surgindo de geração em geração, cada vez mais radicais, que potenciam a discórdia entre as pessoas, a desconfiança nos órgãos de soberania, a desobediência às autoridades e uma arrogância como nunca se viu, desde logo a interpretação abusiva deste bem, chamado liberdade, para fazerem tudo quanto lhes vem à cabeça. Vai daí, insultam-se e agridem-se professores e profissionais da Saúde, cometem-se atentados contra a vida de agentes da autoridade, ofendem-se governantes de forma vil, a chamada Casa da Democracia não passa de uma arena onde vale tudo e só não se mata porque ainda não chegámos lá (mas não faltará muito, a julgar pelos exemplos cada vez mais frequentes) enfim, uma República laica onde o respeito é uma miragem e onde a ética política está profanada. Como diria a dupla Herman José/Nicolau Breyner, Portugal perdeu o tino a armar ao fino.

Uma certa comunicação social, na ganância de obter grandes audiências e com isso aumentar as receitas através de toneladas de publicidade paga a peso de platina, ajuda e promove este ambiente reprovável, dando palco a actores, antes perdidos no anonimato, que a condição humana consome movida pela curiosidade do que se desvia da normalidade. As redes sociais vieram ajudar a potenciar, e de que maneira, a difusão de toda a espécie de mentiras, ofensas pessoais e ilusões, que se transmitem a todo o mundo à velocidade da luz. É por isso que se vêem tantos autómatos pelas ruas, dedilhando os telemóveis. E agora, com todo o potencial disponibilizado pela inteligência artificial, degradou-se, ainda mais, o ambiente em que vivemos.

A imigração de portas escancaradas a que se assistiu, patrocinada pelos partidos de esquerda, veio, de algum modo, criar bases para uma islamização do nosso país, que não se deseja, mas a que não estamos imunes. É um fenómeno em crescimento em vários países europeus, com destaque para Espanha e França, a que as esquerdas têm dado a mão, contrariando os valores tradicionais. A invasão muçulmana é de tal ordem, que agora já se vêem nas redes sociais ataques violentos à ainda predominante religião católica, com base na qual se construiu esta Europa. Uma Europa que agora navega à deriva e à mercê de ventos de catástrofe. Veja-se o clima de perturbação social que tem acontecido em vários países europeus para aquilatarmos sobre o mais que ainda estará para vir.

No passado, trabalhei uns anos na Cidade de Lisboa e podia-se circular nas ruas com relativa tranquilidade. A cidade apresentava um encanto muito próprio, o civismo era uma prática habitual e normal, a higiene urbana era uma realidade e respirava-se um ambiente agradável para se viver ou passear. Hoje, porém, Lisboa está transformada numa cidade asiática, que perdeu a sua identidade e encanto, quer por causa da imigração desregrada que a pintou de outra cor, quer por causa das hordas de turistas que desembarcam ali próximo de Santa Apolónia e que invadem aquela baixa pombalina tornando-a imprópria para quem deseje simplesmente descansar o espírito. E quando digo que é uma cidade asiática, é porque se desenvolve toda uma actividade de comércio paralelo, praticada por imigrantes, que estendem panos no chão em tudo quanto é arruamento para venderem produtos dos seus países ou de outros. Para dar mais cor à paisagem, deparamo-nos ainda com a praga dos “tuc tuc”, que infestam a cidade como moscas, descaracterizando-a completamente. Nas zonas do Rossio, Restauradores, Martin Moniz e Praça da Figueira, então há períodos do dia, para já não se falar da noite, em que não se pode dar um passo, sob pena de não se sair dali, tal é a quantidade e miscelânea de muçulmanos e outros com ar de novos donos do “pedaço”, como dizem os brasileiros. A juntar a tudo isto, existem ainda os muitos carteiristas imigrados ou em trânsito, que, vendo Lisboa como alvo fácil, não hesitam viajar dos seus países, propositadamente, para aumentar os rendimentos e conspurcar ainda mais o ambiente. 

Estas são algumas dores da nossa democracia. Poderemos curá-las se formos uma nação de coragem para manter os nossos valores e paz social que nos estão a roubar. O governo tem de ser firme e imune a todos os mimetismos vindos do exterior e importados, sobretudo, por uma extrema esquerda maléfica, como acontece actualmente com o problema da habitação. Todos querem casa e esquecem-se de que para isso é necessário trabalhar no duro e ter uma vida muito bem orientada. Como o fizeram e ainda fazem muitos pais!

Para finalizar, desejava expressar a minha revolta contra uma alegada promessa do governo, em indemnizar os PALOP em duzentos mil milhões de euros, pela exploração de recursos materiais enquanto estiveram sob o domínio português. Se tal vier a acontecer, será um acto de traição aos nossos antepassados, descobridores, combatentes e missionários, e um roubo dos dinheiros públicos, assim como um acto de traição à Pátria, que merece uma forte oposição popular. Que se lembrem os governantes, designadamente o sr. ministro dos Negócios Estrangeiros, que, aquando da descolonização, os portugueses deixaram lá tudo e ninguém os indemnizou. Penso que os PALOP deviam era levantar as mãos e agradecer a Deus o facto de terem convivido com os portugueses e serem integrados na civilização ocidental. Não fora esse convívio e ainda estariam no obscurantismo.

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