Estar em casa e não estar em férias

Estar em casa e não estar em férias

“Há uma tendência positiva. Lenta, mas positiva”. Disse ontem o Presidente da República, no final de uma reunião com especialistas de saúde pública, no auditório do INFARMED, em Lisboa. Deu a entender que o confinamento nas habitações deve ser mantido nunca menos como até agora, pois a tendência corre o risco de se inverter.

Em Viana do Castelo, com os dados que vão sendo revelados, a maré não é, porém, de otimismos. Há, pelo menos, duas centenas de infetados já confirmados e outros a aguardarem testes ou o resultado destes (é uma das queixas, o atraso com que se sabe dos resultados do mesmo). Pelo que nos é dado ter conhecimento, há quem entenda o ESTAR EM CASA COMO SE ISSO SIGNIFICASSE ESTAR EM FÉRIAS. Mas não é, é porque vivemos uma situação EXCECIONAL E MUITO GRAVE.

É certo que estar “preso” em casa não é fácil e a tendência é aproveitar quando alguns raios de sol surge, ir dar um passeio, quiçá com a família, até uma avenida ou uma praça. Como nos foi apontado, esta semana, na praça da rotunda da Abelheira, com pessoas, incluindo crianças, a desfrutarem da ocasião. Embora – o óbice é esta situação excecional – as crianças precisem bem mais do sol e ar livre do que estarem acordadas até às tantas da madrugada (prejudicial para elas e, nos casos de apartamentos, para os vizinhos que precisam do descanso noturno).

É notado, também, um movimento de viaturas que não deverá ser só por motivos de deslocações de trabalho ou outras razões plausíveis.

Há algumas pessoas que deveriam estar confinadas nas sua habitações, inclusive de idade e/ou grupos de risco, e estarão, pois, a sair demasiadas vezes das mesmas, aproveitando até para umas conversas pessoais na rua que não deveriam existir em tempo de confinamento.

Os relatos que nos chegam do país vizinho é que, aqui, para combater os números assustadores de vítimas que estavam a surgir, se limitou a circulação.  Quem o faça, caso não apresente razão verosímil, leva com uma multa avultada, de várias centenas de euros. Lá – e muito bem – nos estabelecimentos de padaria, ou seja, que vendem EXCLUSIVAMENTE pão…. só entra uma pessoa de cada vez, conforme nos foi referido.

Um vídeo-desabafo desabafo da correspondente da RTP em Espanha, após uma viagem a Portugal, dá conta do laxismo ou algo parecido por parte de alguns ( dos nossos compatriotas. São atitudes EGOÍSTAS, pois, além de colocarem, desnecessariamente, em risco a sua vida, o fazem também com os outros. Lembrem-se dos profissionais de saúde e outras que estão na linha da frente que, esses sim, correm riscos em prol da saúde de todos nós.

Temos de estar todos empenhados nesta luta e, de melhor forma que nos for possível, cumprirmos as regras para este periodo excecional. Para que isto acabe da melhor forma e não faça muitas mais vítimas.

S.

 

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