Neopop, território de Neopop, território de todos os sentidos

Neopop, território de Neopop, território de todos os sentidos

E começou mais uma edição do Neopop, Festival de música eletrónica que leva até aos céus de Viana do Castelo decibéis até ao raiar do dia. São mais de 20 edições, um marco assinalável para quem lá atras, no longínquo ano de 2005, ainda com o nome “Antipop”, ousou criar na cidade uma atmosfera alternativa e uma opção para os amantes da música electrónica. Vendo desde dentro, o evento veio para ficar e agradar a uma grande parte da população ávida por batidas de alta rotação, por luzes incandescentes em movimento e pelo prazer de sentir a energia da noite. Não é um festival para massas e familiar, onde dificilmente será palco para agradar a gregos e troianos, é sim ele uma enorme mistura de sensações, emoções e detonação de energia, ou seja, uma bola de fogo controlada que todos procuram sentir. Trazendo nomes fortes da cena internacional, é também espaço para novos valores nacionais e internacionais.


Já com o seu espaço bem demarcado no panorama nacional, a linguagem corporal expressiva de todos será marcante. A coreografia do público a balançar ao ritmo do beat dará um colorido especial. Composto por dois palcos (Palco Neo Stage e Palco Anti Stage), o local do evento é já um ícone do festival: entalado por entre o porto pesqueiro local, a forte de Santiago da Barra e os Estaleiros Navais (com os seus barcos e gruas industriais), fazem do recinto um local único e com muita personalidade. A contemplar tudo e todos está a bela Estátua de Viana, bem no meio do recinto, a indicar para o céu e mar, precisamente para onde guiam os sons e as sincronizações electrónicas trazidas pela cabine de controlo.


E sendo espaço para comportamentos menos saudáveis ao corpo, é esperado que o espírito desportivo, digamos assim, não falte e se possa assistir a um convivo são entre os forasteiros e a população local. Dentro e fora do recinto, visto o Festival, disponibilizar parque de campismo oficial na praia fluvial da cidade, com direito a transporte gratuito entre localizações.


É aconselhado também que, dando fome, se aproveite o corredor de opções gastronómicas que o recinto oferece. Caso não sejam do agrado, haverá sempre pão com chouriço ou um pavilhão de farturas ali ao lado, no campo da Agonia.


Os próximos dias prometem.
Se neste primeiro dia de assistiu a um arranque em força, com uma afluência bastante considerável a um dia da semana, onde os djs convidados tornaram o jogo de luzes e a neblina que se abateu por Viana num cenário mágico e surpreendente, os dois dias que vem pela frente prometem elevar ainda mais a fasquia. E levar as pessoas para uma loucura sonora onde os batimentos cardíacos andarão acelerados.


O sono será o mais afetado, de certo. Os participantes terão um “lineup” oficial de música até à manhã seguinte, com oportunidade de descansar durante as horas seguintes. Já a população local e em especial, os habitantes da zona ribeirinha possam vir a sair afetados (embora o bloqueio sonoro natural provocado pelo Forte, bem como a tecnologia de controlo de dissipação sonora usada pela organização diminuía consideravelmente o efeito), esperando-se compreensão pela condição especial destes dias. O que é certo é que a economia local agradece. São mais de 30.000 pessoas a consumir durante o fim de semana alargado nos estabelecimentos da cidade, a dormir e a aproveitar a qualidade do serviço da hotelaria local, a visitar todo o comércio da cidade e a visitar todos os recanto que o “território de todos os sentidos”oferece.
Que a música fale mais alto!

José Martins

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