A liberdade de aprender representa o aprender “sem sentir”. Não deixe que a ideia de aprender fique ligada a um esforço. Vamos esquecer o esforço. Ganhamos a bênção da sabedoria.
A liberdade de pensar nem sempre encontra respaldo na liberdade de comunicar. “Livre pensar e só pensar”, diz Millôr, com razão. Já comunicar pode sofrer restrições contra as quais a luta deve ser permanente, dependendo o seu sucesso numa eterna vigilância.
A liberdade de aprender pode estar restrita, limitada, mas jamais totalmente tolhida. Até o escravo aprende, se quiser e quando quiser.
A maioria das pessoas resolve aprender o essencial. O essencial para passar o ano, o essencial para o emprego, etc.. Essas são as pessoas que reclamam da sorte. As outras – como eu – querem saber mais, definem metas, pretendem uma vida interior mais rica, mais livre, mais completa. E não se importam, quando despertam invejas.
A Natureza é o ambiente onde a liberdade se expande melhor. A simplicidade da Natureza provoca a descomplexação dos seus sentimentos. Todos os pensamentos ficam em êxtase perante a Natureza e sentimo-nos em melhores condições, como separar o trigo do joio.