Práticas e Políticas – Inspiradoras e Inovadoras com Imigrantes

Práticas e Políticas – Inspiradoras e Inovadoras com Imigrantes

No decurso dos últimos anos o acervo bibliográfico sobre o fenómeno migratório tem sido profusamente enriquecido com o lançamento de um conjunto significativo de livros que têm ampliado o conhecimento sobre a história da emigração lusa. E da imigração em Portugal, ou não se tivesse tornado, nas últimas décadas, o nosso país num destino de eleição para milhares de estrangeiros. 

Um dos exemplos mais recentes que asseveram a importância destas obras na análise e retrato de um Portugal migrante encontra-se vertido no livro “Práticas e Políticas Inspiradoras e Inovadoras com Imigrantes”. 

A obra, lançada no ocaso do ano transato no âmbito da conferência internacional “Ir Além – A inclusão de imigrantes NPT”, promovida pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Portalegre, é coordenada pelas investigadoras da instituição pública de Ensino Superior da sub-região do Alto Alentejo. Prefaciada pelo antigo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, o livro conta com doze capítulos assinados por vários cientistas sociais, nomeadamente: Ana Couteiro, Ana Maria Vieira, António Augusto Montenegro, Catarina Brandão, Catarina Reis Oliveira, Daniel Bastos, Elisete Diogo, F. Javier Garcia Castaño, Gloria Calabresi, Hélia Bracons, Isabel Ferreira, Joana Guimarães, José Carlos Marques, Karl Hedman, Luisa Desmet, Luiza Mira, Marina Montenegro, Mário Ribeiro, Marta Zornoza Madrid, Paula Sousa, Pedro Góis, Raquel Melo, Ricardo Vieira, Sónia P. Gonçalves e Valdemiro Duarte.

Embrenhando-se na relação entre a inclusão social de imigrantes nacionais de países terceiros (NPT) e o desenvolvimento de territórios de baixa densidade, com vista a contribuir para a prática e para a política pública. A obra, que acaba de dar à estampa com a chancela das Edições Esgotadas, nas palavras das suas organizadoras, “concorre para o objetivo central do projeto Ir Além, aprofundar o conhecimento científico e tecer recomendações, para os decisores políticos e para a prática dos profissionais, condutoras das respostas aos fluxos migratórios no respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos”. 

Concomitantemente, “visa sensibilizar e promover capacidades culturais em profissionais cuja intervenção envolve cidadãos NPT no sentido da melhoria da qualidade dos serviços”, através dos olhares de vários cientistas sociais que estudam e refletem sobre o fenómeno migratório, emigração/imigração.

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