Quem é o rei e senhor no mundo da bola?

Quem é o rei e senhor no mundo da bola?

Estamos a participar no Mundial de futebol, com uma equipa que nos alimenta o sonho de sermos campeões numa prova que nunca ganhamos. O nosso melhor registo foi um terceiro lugar em 1966, em Inglaterra. No entanto, se já vencemos um Campeonato da Europa e triunfámos duas vezes na Taça das Nações, por que não continuar a alimentar o sonho, com todos os prazeres que daí advêm? A ilusão alimenta-nos o sentimento patriótico e leva-nos à apoteose quando os nossos rapazes marcam os tão desejados golos…

Porém, era bom que esta exaltação patriótica não fosse portadora de alheamentos em relação ao que está por detrás do mundo da bola, particularmente ao nível das altas esferas que o comandam, muito para além da nossa doméstica dimensão futebolística. Olhando para o passado histórico da FIFA (Federação Internacional de Futebol) e mesmo da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol), só podemos constatar que a seriedade e a boa gestão por aquelas bandas, verdadeiramente, nunca se afirmaram. Os arranjos de conveniência e a saída inopinada de dirigentes destas instituições foi acontecendo naturalmente, mas os que saíram – porque era difícil suportá-los – não deixaram de ter vida fausta.

Mas vejamos este Mundial em funcionamento, debaixo do comando do senhor Gianni Infantino, afirmativo na condenação do uso do futebol na política, mas sempre tolerante nas exigências de Donald Trump e similares. Na última edição do semanário Expresso, o economista João Silvestre adianta números que devíamos reter. Diz ele que a FIFA sempre fez excelentes negócios nos campeonatos mundiais de futebol, mas este será de rentabilidade suprema.

São cerca de 3.500 milhões de euros em direitos televisivos, o equivalente a um ano da mais cara liga mundial, a Inglesa. Só que, no Reino Unido, os clubes ficam com o equivalente a 90% desta receita e, no Mundial, as federações recebem 750 milhões. Depois, os salários dos jogadores ingleses são o equivalente às receitas televisivas, enquanto que no Mundial os prémios distribuídos pelas federações não somam mais de 10% do apuro.

Há, ainda, 1,5 mil milhões de euros em patrocínios e 2,6 mil milhões em bilhetes. No total, são 7,7 mil milhões de euros de receitas. Para concluir, entre 2023/2026, a FIFA conta encaixar 11,4 mil milhões de euros, mais 72% do que nos quatro anos anteriores.

Era bom ponderarmos a nossa paixão pelo futebol, porque desta riqueza nada ou pouco sai para promover o pontapé na bola. Há inúmeros países no mundo onde falta dinheiro para comprar chuteiras e bolas para jogar. E, em Portugal, não faltam clubes falidos e dívidas para liquidar.

Outras Opiniões

Os leitores são a força que mantém vivo o jornal mais antigo de Portugal Continental.

Assine A Aurora do Lima por apenas 20€/ano!

Há 169 anos que o “A Aurora do Lima” faz parte da história económica e social do Alto Minho, com um impacto especial em Viana do Castelo. Este legado só é possível graças ao apoio dos leitores, que são o pilar mais importante na continuidade de qualquer jornal.

Para que esta caminhada de sucesso não tenha fim, convidamos a fazer parte desta história. Assine o “A Aurora do Lima” por apenas 20€/ano e tenha acesso a todos os artigos de um jornal com tradição, credibilidade e compromisso com a região.

Garanta já a sua assinatura e ajude-nos a manter viva esta tradição centenária!

Item adicionado ao carrinho.
0 itens - 0.00€

Assine o “A Aurora do Lima”, o jornal mais antigo de Portugal Continental, por apenas 20€/ano!

Há 169 anos que o “A Aurora do Lima” faz parte da história económica e social do Alto Minho, com um impacto especial em Viana do Castelo.

Garanta já a sua assinatura e ajude-nos a manter viva esta tradição centenária!