Sobre Inteligência Artificial (IA): só sabemos que pouco ou nada entendemos 

Sobre Inteligência Artificial (IA): só sabemos que pouco ou nada entendemos 

Há poucas horas, numa pesquisa rápida ao site do semanário “Expresso”, foi possível deparar com uma curta notícia contendo afirmações de BilI Gates sobre a IA, conhecidas a partir de uma entrevista que deu à NBV – uma das maiores e mais antigas redes de televisão e rádio comerciais dos Estados Unidos. Na mesma, diz o cofundador e antigo CEO da Microsoft que existem duas fases no que diz respeito ao desenvolvimento desta ciência. “A primeira exige a criação de regulações e proteções, sendo que só na segunda a humanidade estará pronta para colher os benefícios”.

Ainda nesta entrevista, Bil Gates fez novos avisos em relação ao desenvolvimento desregulado da Inteligência Artificial, avisando que tal caminho poderá levar à morte de milhares de milhões de pessoas. Indo mais além, Bill Gates afirmou que ninguém acha que a autorregulação é suficiente, daí que incentive um maior envolvimento dos governos e das entidades reguladoras nesta investigação.

Sendo Bill Gates um filantrópico que, através da sua Fundação, a “Bill & Melinda Gates”, canaliza para o Terceiro Mundo milhares de milhões de dólares para a erradicação de doenças, como a poliomielite e a malária, desenvolvimento de vacinas, saneamento básico e redução da pobreza global, pode dizer-se que estas afirmações são um aviso muito sério ao mundo e a todos nós que o habitamos. Mas os alertas sobre o aprofundamento da IA, e as consequências que daí poderão advir por falta de controlo dos detentores do poder não são questões novas. São alarmes que já se fazem há bastante tempo e o que é preocupante é que os governantes, pelo menos dos países ricos e com influência mundial, permaneçam indiferentes a esta questão.   

Há dias, em entrevista a um canal de televisão, Miguel Sousa Tavares afirmou que basta de investigação e de descobertas científicas, porque com esta corrida para a frente, nunca se sabe onde vamos chegar. Importante, diz ele, é valorizar e aprofundar o que já foi descoberto, com o objetivo de melhorar este planeta em que vivemos. 

Não vai ser fácil, porque a gula do Ser Humano não tem limites. Por outro lado, há no mundo muito louco com poder, não lhes faltando ambição de tudo ter e de a todos dominar. Acresce que a preocupação com o nosso encaminhamento para o abismo ainda toca muito pouca gente. Se não formos céleres a agir, para mal das gerações futuras, para mal dos nossos filhos e netos, vamos com certeza acordar tarde. 

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