Sons efémeros… Conceitos do momento…

Sons efémeros… Conceitos do momento…

No desenrolar constante de guerras, de maior ou menor dimensão, por quase todas as partes do mundo, em que a inquietação máxima talvez seja a descoberta de material bélico com que possam flagelar o povo, aliado ao aumento progressivo da fome, da droga, da prostituição e de outras misérias do corpo e da alma, é consolador para os portugueses poderem apontar um símbolo humano, como foi o cientista do século XX, o Professor Egas Moniz. Individualidade, ainda, das mais notáveis do panorama actual, grande pensador e elevado estudioso, tendo o seu nome ficado ligado, sobretudo, à medicina. Foi-lhe conferido o prémio Nobel, em 1949. 

O Dr. José Crespo, médico, escritor e cientista, beirão pelo nascimento e minhoto pelo coração – caso fosse vivo estava a celebrar o seu aniversário em 14 de Maio – teve oportunidade de conviver com o Professor Egas Moniz. Não partilhavam, ambos, simpatia pelo consolado ou ditadura do Governo de Oliveira Salazar, conforme era entendido na época. Quando faleceu foi encontrada diversa troca de correspondência entre os dois, tanto alusiva à política da altura como no foro da medicina, visto ambos serem médicos. 

Quem, porventura, pretender conhecer a vida e a obra do Dr. José Crespo poderá, por exemplo, consultar a Biblioteca Municipal das cidades de Viana do Castelo e Gouveia, bem como o arquivo principal da municipalidade vianense, além do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, sediado em Lisboa, e no amplo indicador “In Memoriam”, inserto na “Aurora do Lima”, de 7 de Maio de 2015. Actualmente, os seus restos mortais encontram-se sepultados no cemitério antigo de Gouveia, para onde foi trasladado por iniciativa daquele Município, tendo regressado, então, às origens. 

Outros continuaram a prosseguir os mais variados caminhos a favor da humanidade, doando ao planeta terra as suas descobertas. Na via do lusitanismo veio a aparecer, depois, o Bispo Ximenes Belo e o Dr. Ramos Horta, na procura da paz, em geral e, em especial, para o martirizado povo, que foi, o de Timor. 

Apareceu, no recente passado, o escritor José Saramago, que foi galardoado com o prémio Nobel da Literatura, em 1988. Andou um tanto perdido dos portugueses pelas ilhas insulares de Espanha, regressando à naturalidade, com a sua morte. Toda a sua vida encontra-se, agora, perpetuada na Fundação que a viúva gere com o patrocínio do Município da capital, que tem a sua sede em Lisboa, na Casa dos Bicos, mais propriamente na Baixa Pombalina, com a notável fachada a deitar para a rua da Alfândega. Atentamos, então, na forte raíz do escritor, perante o cultivo da sua obra, que se tornou admirável, visto ter produzido imensos trabalhos com distinções de relevo e diversos prémios internacionais. 

N.R. – Esta crónica, por vontade do autor, não segue a regra do novo acordo ortográfico.

Outras Opiniões

Os leitores são a força que mantém vivo o jornal mais antigo de Portugal Continental.

Assine A Aurora do Lima por apenas 20€/ano!

Há 169 anos que o “A Aurora do Lima” faz parte da história económica e social do Alto Minho, com um impacto especial em Viana do Castelo. Este legado só é possível graças ao apoio dos leitores, que são o pilar mais importante na continuidade de qualquer jornal.

Para que esta caminhada de sucesso não tenha fim, convidamos a fazer parte desta história. Assine o “A Aurora do Lima” por apenas 20€/ano e tenha acesso a todos os artigos de um jornal com tradição, credibilidade e compromisso com a região.

Garanta já a sua assinatura e ajude-nos a manter viva esta tradição centenária!

Item adicionado ao carrinho.
0 itens - 0.00

Assine o “A Aurora do Lima”, o jornal mais antigo de Portugal Continental, por apenas 20€/ano!

Há 169 anos que o “A Aurora do Lima” faz parte da história económica e social do Alto Minho, com um impacto especial em Viana do Castelo.

Garanta já a sua assinatura e ajude-nos a manter viva esta tradição centenária!