É a primeira vez que, na sua história, a Igreja Católica tem um papa verdadeiramente cristão. O Papa Francisco, para além de ser uma pessoa bondosa e ter amor pelo próximo, manifesta-se como uma pessoa muito inteligente, e com visão de futuro.
A religião católica, por norma conservadora, muito pouco progrediu ao longo dos últimos séculos, ficando prisioneira de crentes que não souberam acompanhar e evolução natural das sociedades e, por isso, perniciosos ao acolhimento de novos devotos.
No entanto, o Papa Francisco já se apercebeu que a religião católica, na sua evangelização, se quiser continuar a ter um papel importante no mundo deve ter uma prática de abertura e acolhedora à gente de fé. A igreja não pode continuar a descriminar as pessoas, como tem vindo a fazer aos longos dos séculos.
O Papa tem toda a razão quando diz que a igreja não pode ser um exclusivo dos homens. As mulheres também têm direito ao sacerdócio, ao bispado e ao cardinalício e, por isso, lhes deve ser permitida essa faculdade.
Os homossexuais devem, igualmente, ser respeitados nos seus direitos, sendo absurda a proibição do seu casamento pela Igreja. A igreja não pode ser contra o amor e apenas reconhecer uma forma de amar, já que este se apresenta de formas muito diversas.
O Papa Francisco também sabe que a igreja não pode continuar prisioneira da ganância, procurando a riqueza avidamente, omitindo a miséria que assola o universo, um flagelo que penaliza milhões de pessoas. Sabe igualmente, o reverendíssimo Papa, que a igreja não terá futuro se não se modernizar, acompanhando a evolução natural do mundo e continuar a viver o seu mundo próprio.
Aqui chegados, espero que o Papa Francisco consiga fazer as mudanças que tanto preconiza dentro da igreja que dirige. Mas ele está a lutar sozinho, ou quase, daí as minhas dúvidas em relação ao seu sucesso.
Edgar Silva