Viana agora e logo

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Para Viana, 2020 é um ano a registar como de sentida tristeza. Os vianenses jamais suporiam a não realização do seu maior evento, aquele que trás até nós milhares de forasteiros, que tanto contribuem para dar alguma animação ao comércio local.

Sobre as Festas, o que tivemos foi parco. Não vamos hoje contrariar o que antes tínhamos afirmado. Também nós aprovamos a não realização da Romaria no seu figurino habitual, mas ficou o conselho para a promoção de um ambiente suficientemente animado nesta quadra festiva. Contudo, o medo pareceu pairar entre nós, paralisando-nos. Muitos vianenses e visitantes queixaram-se amargamente de nem sequer uma barraca de farturas se ver na cidade. Mas era só entre nós, porque as havia um pouco por todo o lado, não faltando gente a deslocar-se às redondezas para as saborear.

Combatendo o temor, lembrando que a economia, com as cautelas devidas, tem que fazer o seu caminho próprio, para que, como diz o ditado, “não morrendo do mal, também não finemos da cura”, no distrito não faltaram experiências bem-sucedidas. Ponte de Lima, por exemplo, entre julho e agosto, acolheu 32 espetáculos culturais, com entradas gratuitas, também muito para dinamizar e dar vida a áreas que vivem momentos aflitivos como são a música e a cultura em geral. E o resultado, ao que sabemos, foi positivo.

Entretanto, falando da artéria mais emblemática da urbe, a nossa Praça da República é uma aflição. Agora fecha portas a Pastelaria Caravela. Quase em frente, a Casa Valença, fundada em 1839, também se rendeu. Bem conhecida, pelo pitoresco das suas montras do passado, de crítica mordaz, à mistura com aberrantes produtos agrícolas, e que serviu anos incontáveis para dar vida a um grupo de tertúlia onde pontificavam, entre outros, José Caldas e Guerra Junqueiro, soube esquecer a sua história e não resistir mais à crise.

Mas deixemos a desgraça e, em relação ao futuro, abracemos a esperança. Que os poderes saibam lançar os alicerces da empreitada para a saída da crise e que ninguém baixe os braços, é o que se deseja.

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