O município de Arcos de Valdevez recebe, em setembro e outubro, a iniciativa “Fazer a paz com a Terra, que inclui conversas, sessões escolares, uma conferência internacional, uma visita ao Sistelo, um curso intensivo e formação docente. O programa, gratuito e para todos os públicos, visa refletir sobre os desafios ambientais contemporâneos e a relação entre humanidade, território e planeta. A organização junta várias entidades, como a Universidade do Minho, através do Centro de Estudos Humanísticos, da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH) e do Instituto de Ciências Sociais.
As conversas vão ocorrer à sexta-feira, às 18h, no Centro de Ciência Viva Oficinas de Criatividade Himalaya: “Os animais têm direitos?”, com o filósofo Oscar Horta Alvarez (11 de setembro); “Qual é o futuro das florestas?”, com o geógrafo Vítor Ribeiro (2 de outubro); e “As cidades podem salvar o clima?”, com o arquiteto Daniel Vale e o geógrafo Rui Paes Mendes. A 21 e 22 de setembro, há atividades de sensibilização na Escola Profissional do Alto Lima (Epralima) e no Agrupamento de Escolas de Valdevez, respetivamente. Este agrupamento também recebe uma formação certificada para professores sobre a temática.
O evento central é a conferência internacional marcada para 24 a 26 de setembro, nas Oficinas de Criatividade Himalaya e também online, coincidindo com o equinócio de outono e o Dia Nacional da Sustentabilidade. A manhã de abertura conta com o autarca arcuense Olegário Gonçalves, entre outras figuras, seguindo-se de tarde uma visita à aldeia do Sistelo. Nos dias seguintes, os oradores principais são Orfeu Bertolami, físico da Universidade do Porto; Paulo Magalhães, fundador da Casa Comum da Humanidade; e Denise Hosana Moreira, professora da Universidade Estadual do Piauí (Brasil). Já de 12 a 16 de outubro realiza-se a Escola de Outono, um curso intensivo de 15 horas em cinco locais, para (pré-)universitários do concelho, técnicos municipais e agentes de proteção civil, entre outros.
“‘Fazer a paz com a Terra’ cruza ciência, educação, filosofia e participação cívica, contribuindo para a literacia ambiental e a reflexão crítica e informada da sociedade sobre as alterações climáticas, o Antropoceno e os desafios ecológicos que marcam o presente e condicionam o futuro”, diz o professor João Ribeiro Mendes, do Departamento de Filosofia da ELACH, e membro da organização da iniciativa.

