Arons Carvalho fala da situação da Imprensa no Encontro da ANIR

Arons de Carvalho, antigo secretário de Estado da Comunicação Social do Governo PS e também ex-jornalista, deixou uma pertinente intervenção sobre a situação da comunicação social. Logo no início, deixou a nota de que mais de 70% da informação ser veiculada por variados portais e que se está a diluir o conceito de comunicação e que isso não assegura a credibilidade da comunicação. Falou mesmo no modo como novos meios colocam os títulos que passaram a ser apenas virado para as visualizações.

Apontou também a premência no combate às noticias falsas, quer pela autoregulação, do fact checking, literacia mediática, a heterorregulação (estabelecimento ou verificação de regras feito por pessoa ou entidade que não está a ser alvo de regulação nesse momento) e mesmo a regulação dos serviços digitais.

Considerou inaceitável da Lei de Imprensa em vigor ainda ser já do século passado, de 1997 e de uma clara distinção entre órgãos jornalísticos e não jornalísticos.

Apontou problemas com que a Imprensa como a proliferação de canais de TV e de internet, a gratuitidade no acesso a muitas plataformas com menor preocupação com o rigor, as redes sociais e a diminuição de leitores da Imprensa e os problemas financeiros e de recursos humanos que coloca.

Reconhecendo que os recentes governos PS não olharam para a comunicação social com a atenção de que precisa, frisando a necessidade dos apoios estatais, aludindo a bons exemplos na Europa, como o que se verifica em França, Áustria e países escandinavos.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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