O Auto da Floripes esteve presente, no final de tarde de domingo, dia 11 de julho, no Festival “Gil Vicente não é de Cá”, que se realizou no centro da cidade de Barcelos.
Presente no evento por convite da Câmara Municipal de Barcelos, o Auto da Floripes teve um cenário de eleição, dado que a representação se realizou junto ao Paço dos Condes de Barcelos, também conhecido por Paço dos Duques de Bragança – monumento nacional e museu arqueológico.
Com mais uma participação especial e numa adaptação de cerca de 40 minutos, a representação versou sobre a batalha do cavaleiro Oliveiros contra Ferrabrás de Alexandria e a intervenção da princesa Floripes.
Esta iniciativa, que durante dois fins de semana englobou teatro profissional, amador e popular, teve como objetivo dinamizar o centro histórico de Barcelos e, num período tão intrincado, estimular e valorizar as atividades culturais e o tecido associativo.
Representação no Largo das Neves
O Auto da Floripes encontra-se em preparativos, desde o mês de maio do presente ano, com o propósito de ser representado no próximo dia 05 de agosto, quinta-feira, a partir das 17 horas, no Largo das Neves.
Depois de, no ano transato, ter sido gravado na Azenha das Pesqueiras e exibido online nas redes sociais e nos estabelecimentos comerciais do Largo das Neves, o Núcleo Promotor do Auto da Floripes 5 de Agosto, em sintonia com os seus parceiros, está a desenvolver esforços para se apresentar o Auto da Floripes na data certa e sabida da multissecular tradição.
FALECIMENTO
Faleceu no antigo lugar do Souto, em Barroselas, Valdemar Miranda Lima, que era descendente de uma família com o sobreapelido de “Mineiros”, porque alguns dos seus ascendentes exerceram essa profissão e que nas horas vagas se dedicavam a animar festas e romarias, com bombos e tambores musicais, razão porque ele próprio muito jovem aprendeu a arte de manejar esses instrumentos. Contudo, nos últimos tempos já não existam essas animadas tertúlias, cujos sons, nas noites de verão, se podiam ouvir vindos daquele lugar desta vila, situado na encosta do monte da Padela. Por isso, o Valdemar, todos os anos, na festa de Nossa Senhora da Neves, ia com o seu instrumento, que era o tambor, animar no Auto da Floripes, aquela “guerra” entre turcos e cristãos, que, com o seu instrumento, imitava o fragor da batalha.
Socialmente, Valdemar Lima era um cidadão benquisto da comunidade, em que estava inserido
O Valdemar era irmão do primeiro Combatente do Ultramar de Barroselas, que morreu em Angola, António Alberto de Miranda Lima.
Sentidas condolências à família.
