Estamos perante um barraco que efetivamente não tem nenhuma utilidade, apresenta um estado de degradação continuada. É agressivo ao meio ambiente, consegue mesmo ferir o visual do comum dos mortais, mas como tudo isto não bastasse, dá uma péssima imagem de Carreço, não só a quem nos visita, mas também aos utilizadores do Caminho de Santiago e a todos quantos em viagem de comboio o vislumbram. Estamos a falar do antigo abrigo de passageiros que a CP construiu na década de 60 do século passado, do lado nascente da linha férrea na estação de Carreço. Esse abrigo quando foi construído passou a ocupar parte da via pública, ou seja, parte dele foi edificado em cima da rua da Estação já de si muitíssimo estreita.
O referido abrigo de passageiros cumpriu a sua missão durante alguns anos, vindo posteriormente, de acordo com as alterações operadas na linha do Minho, a ficar obsoleto e consequentemente desativado. Com o passar dos anos o abrigo sem utilização e deixado ao abandono, evoluiu num processo de degradação atingindo na sua perfeição o estatuto de barraco, não só pelo aspeto exterior, mas também pelo aspeto interior. Este em nada abona quem o usa. Não sabemos para que fins, em suma, o estado em que se encontra o dito abrigo/barraco não dignifica nada nem ninguém, pois não dignifica quem deveria ter a responsabilidade da sua administração e conservação, nem quem tem implantado na sua área de administração territorial este insulto, portanto torna-se urgente uma tomada de posição para solucionar este problema, ponderadas as causas e os efeitos possivelmente restará apenas e só uma solução, a sua demolição pura e simples, para deste modo com uma atitude simpática libertar a gente de Carreço desta porcaria.
Do abrigo de passageiros que foi, comparado com o de agora implantado do lado poente da linha, desde as áreas destinadas à utilização dos utentes, aos materiais aplicados, as diferenças são enormes e justificáveis por ter passado mais de meio século entre as duas construções.
Presentemente estão a decorrer os trabalhos de eletrificação e otimização da Linha do Minho até Valença, trabalhos segundo sabemos estão agendados para possível conclusão no próximo mês de dezembro. Fazemos sinceros votos para que neste contexto de obras, aquando das limpezas gerais das mesmas, as devidas entidades tenham o ensejo de demolir o barraco e assim eliminar a alcova da zona central da Freguesia, uma imagem aberrante e indesejável e simultaneamente usufruir da possibilidade de devolver à Rua da Estação a área que lhe foi subtraída e que será um benefício para os seus utentes.
