Buscas por três pescadores desaparecidos limitadas ao interior da barra de Caminha

As buscas ao largo de Caminha pelos três pescadores indonésios desaparecidos desde domingo, na sequência de um naufrágio, estão limitadas ao interior da barra devido um agravamento da agitação marítima e do vento, revelou esta terça-feira o capitão do porto.

Fernando Pereira, que fazia um ponto de situação das buscas que foram retomadas cerca 08h00, referiu que apenas “se mantém na operação uma embarcação do comando local da Polícia Marítima que, por a barra estar fechada, está limitada a operar no interior da barra” de Caminha, no distrito de Viana do Castelo.

Há ainda patrulhas motorizadas e apeadas a fazerem buscas desde o forte do Cão até à foz do rio Minho.

De manhã, “dentro da janela da oportunidade que a meteorologia permitiu, estiveram empenhadas duas aeronaves, uma da Força Aérea Portuguesa e uma de busca e salvamento espanhola”.

O “salva-vidas Atento, que apesar das dificuldades esteve a fazer buscas ao largo de Caminha, irá recolher devido ao agravamento das condições de mar”, disse.

O comandante da capitania de Caminha adiantou que “o vento que se faz sentir provoca ainda mais agitação marítima, o que condiciona bastante a operação dos meios no local”.

Fernando Pereira revelou que, na segunda-feira, foi possível aceder ao Forte da Ínsua, em Moledo, mas sem resultados.

Esta terça-feira, cerca das 15h30, quando ocorrer a baixa-mar será realizada, por terra, nova operação no Forte da Ínsua.

Quanto à remoção da embarcação, que ficou encalhada numa zona rochosa da ilha de Ínsua, Fernando Ferreira adiantou que armador e a seguradora estão a avaliar as condições em que se encontra para apresentarem um plano de remoção.

Questionado sobre se as buscas vão ser alargadas, Fernando Pereira referiu que à medida que o tempo passa, há “uma diminuição gradual dos meios afetos às buscas”.

“A probabilidade de surgirem alguns dos desaparecidos numa zona mais afastada do acidente também nos dá esta possibilidade de procurar por outras capitanias. No entanto, tanto as entidades espanholas como as capitanias limítrofes à de Caminha estão conscientes do ocorrido e vão-se manter vigilantes na orla costeira”, especificou.

Para quarta-feira, Fernando Pereira prevê “condições climatéricas pontualmente melhores do que as de hoje, o que permitirá incidir um pouco mais sobre a zona do acidente e, nomeadamente, sobre a área de jurisdição da capitania de Caminha, que é, apesar de tudo, a zona de maior probabilidade de surgirem alguns dos três desaparecidos”.

Dois dos cinco pescadores que seguiam a bordo da embarcação foram resgatados e transportados ao hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Segundo Fernando Pereira, “estão ambos fora de perigo, apesar de um deles apresentar um quadro clínico com mais reservas”.

Lusa

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