Carreço recebe a placa “último pôr do sol de Portugal Continental”

O projeto europeu Atlantic Sunset, liderado pela Fundación Centro de Estudios Eurorregionales (FCEER) e representado em Portugal pelo Departamento de Geografia da Universidade do Porto, inaugura esta terça-feira, 18 de novembro, a primeira placa informativa sobre o “último pôr do sol” de Portugal continental.

A cerimónia decorrerá às 17h em Montedor, junto ao farol de Carreço, em Viana do Castelo, e contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), António Cunha.

Segundo investigação desenvolvida no âmbito do projeto, Montedor é o local do continente português onde se pode observar o pôr do sol mais tardio entre 27 de março e 15 de setembro, altura em que o ocaso mais tardio se desloca progressivamente para o sul do país. O promontório destaca-se não só pelas suas vistas para o oceano, mas também pela riqueza geológica, arqueológica e arquitetónica da área, bem como pela proximidade ao Caminho Atlântico de Santiago.

A placa será acompanhada de uma mesa interpretativa, incluindo uma fotografia do local com identificação dos principais elementos da paisagem envolvente. Esta é a segunda de várias placas previstas no projeto, que visa criar uma rede de locais atlânticos com os últimos pores do sol da Europa, integrando pontos da Galiza, França, Irlanda, Reino Unido, Noruega e Portugal.

O Atlantic Sunset pretende promover a cooperação transfronteiriça e o turismo sustentável, valorizando recursos locais ligados ao sol e transformando-os em atrativos patrimoniais que combinam ciência, cultura e participação cidadã. Em Portugal, o projeto é liderado pelo Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sendo parceiro de instituições europeias como a Universidade de Santiago de Compostela, Universidade de Sevilha, Université d’Angers e National University of Ireland, Galway.

A iniciativa é cofinanciada pela União Europeia através do programa Interreg Atlantic Area e posiciona a Eurorregião Galiza–Norte de Portugal na linha da frente da valorização internacional de lugares com património natural e paisagístico único.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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