Casa em Caminha do arquiteto Siza Vieira de fora da corrida à UNESCO

O arquiteto Álvaro Siza Vieira disse hoje que já previa que o Comité do Património Mundial da UNESCO deixasse de fora uma candidatura de um conjunto de oito obras suas.

Eu previa que fosse [deixada de fora]. Eu disse, aliás, às pessoas que tiveram um trabalhão tremendo e que tomaram essa iniciativa ‘isso não dá’. Disse-lhes porque essas coisas demoram muito tempo e uma coisa que conta muito nas apreciações feitas é o tempo”, revelou o arquiteto.

Siza Vieira falava aos jornalistas à margem de uma apresentação, organizada pela Câmara do Porto, de um projeto de loteamento para a Avenida da Ponte, uma zona para a qual já apresentou três projetos desde 1968.

O arquiteto considerou que o Comité do Património Mundial da UNESCO não iria aprovar “uma coisa feita anteontem e muito menos quando a candidatura é só da obra em Portugal, naturalmente”.

“E eu em Portugal quase que só tenho ruínas e casinhas. Quase nada, não é? Onde tenho obra é na Holanda, na Alemanha, na Itália, na Coreia, na China”, lamentou.

Na decisão relativa à candidatura “Obras de Arquitetura de Álvaro Siza em Portugal”, o Comité do Património Mundial da UNESCO, que termina hoje a sua 47.ª sessão, iniciada no dia 06 de julho, em Paris, recomenda “reconceptualizar” a proposta, de modo a “incluir uma selecção reduzida de exemplos influentes a nível internacional das obras de Álvaro Siza”, e requer a garantia de que “as partes componentes selecionadas sejam registadas como Monumentos Nacionais”.

Entre outras recomendações relacionadas com “os limites” das obras selecionadas, como a incorporação de “edifícios inteiros” e envolventes que satisfaçam “condições de integridade” e “proteção adicional”, o comité da UNESCO requer ainda a definição de planos de “gestão de riscos, interpretação, comunicação e manutenção” assim como a criação de uma associação responsável “pela gestão global” dessas obras.

A candidatura, coordenada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), abrangia o edifício da própria FAUP, o Museu de Serralves e o Bairro da Bouça, no Porto, a Piscina das Marés e a Casa de Chá da Boa Nova, em Matosinhos, o Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a Igreja do Marco de Canavezes e a Casa Alves Costa em Caminha.

De Portugal, foram ainda submetidos três relatórios sobre os estados de conservação do Santuário do Bom Jesus, em Braga, do Real Edifício de Mafra e do Centro Histórico de Guimarães e da Zona de Couros.

Eu previa que fosse [deixada de fora]. Eu disse, aliás, às pessoas que tiveram um trabalhão tremendo e que tomaram essa iniciativa ‘isso não dá’. Disse-lhes porque essas coisas demoram muito tempo e uma coisa que conta muito nas apreciações feitas é o tempo”, revelou o arquiteto.

Siza Vieira falava aos jornalistas à margem de uma apresentação, organizada pela Câmara do Porto, de um projeto de loteamento para a Avenida da Ponte, uma zona para a qual já apresentou três projetos desde 1968.

O arquiteto considerou que o Comité do Património Mundial da UNESCO não iria aprovar “uma coisa feita anteontem e muito menos quando a candidatura é só da obra em Portugal, naturalmente”.

“E eu em Portugal quase que só tenho ruínas e casinhas. Quase nada, não é? Onde tenho obra é na Holanda, na Alemanha, na Itália, na Coreia, na China”, lamentou.

Na decisão relativa à candidatura “Obras de Arquitetura de Álvaro Siza em Portugal”, o Comité do Património Mundial da UNESCO, que termina hoje a sua 47.ª sessão, iniciada no dia 06 de julho, em Paris, recomenda “reconceptualizar” a proposta, de modo a “incluir uma selecção reduzida de exemplos influentes a nível internacional das obras de Álvaro Siza”, e requer a garantia de que “as partes componentes selecionadas sejam registadas como Monumentos Nacionais”.

Entre outras recomendações relacionadas com “os limites” das obras selecionadas, como a incorporação de “edifícios inteiros” e envolventes que satisfaçam “condições de integridade” e “proteção adicional”, o comité da UNESCO requer ainda a definição de planos de “gestão de riscos, interpretação, comunicação e manutenção” assim como a criação de uma associação responsável “pela gestão global” dessas obras.

A candidatura, coordenada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), abrangia o edifício da própria FAUP, o Museu de Serralves e o Bairro da Bouça, no Porto, a Piscina das Marés e a Casa de Chá da Boa Nova, em Matosinhos, o Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a Igreja do Marco de Canavezes e a Casa Alves Costa em Caminha.

De Portugal, foram ainda submetidos três relatórios sobre os estados de conservação do Santuário do Bom Jesus, em Braga, do Real Edifício de Mafra e do Centro Histórico de Guimarães e da Zona de Couros.

Lusa

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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