CIM mostra preocupação com falta de meio aéreo no distrito

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) manifesta preocupação com a recente deslocalização de um meio aéreo de combate a incêndios de Arcos de Valdevez para o Alentejo, numa altura particularmente sensível em que se aproxima o período crítico de incêndios florestais. Apesar de se manter em Arcos de Valdevez um outro meio aéreo, a CIM Alto Minho sublinha a importância de garantir um dispositivo robusto e pronto a atuar, afirmando manter uma postura de vigilância ativa face aos desafios que se avizinham.

A CIM reconhece a necessidade de uma gestão equilibrada dos meios a nível nacional e expressa solidariedade para com as regiões atualmente mais vulneráveis. Ainda assim, defende que o Alto Minho deve manter-se devidamente preparado para enfrentar potenciais ocorrências, lembrando que esta é uma das zonas do país com maior risco e histórico de incêndios rurais e florestais. A vasta mancha florestal, o relevo acidentado, a dispersão populacional e a presença do Parque Nacional da Peneda-Gerês — uma área de elevado valor ambiental, social e económico — são, segundo a CIM, fatores que tornam o território particularmente exigente em termos de prevenção e combate.

A CIM alerta ainda para a necessidade de reforço célere do dispositivo distrital em caso de agravamento das condições meteorológicas ou operacionais, nomeadamente com a afetação de meios aéreos e terrestres adequados às especificidades do território.

Reiterou também a confiança na capacidade de planeamento e gestão do dispositivo nacional, acreditando que a resposta continuará a ser assegurada com base numa avaliação rigorosa das necessidades locais e regionais.

Por fim, a CIM destaca o esforço incansável dos operacionais envolvidos na prevenção e combate aos incêndios — bombeiros, sapadores florestais, forças de segurança, técnicos e voluntários —, sublinhando que, embora a solidariedade entre regiões seja inquestionável, é essencial que o Alto Minho possa igualmente contar com atenção e reforço de meios sempre que a situação o justificar.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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