Combate da Coca de Monção “quer” ser Património Imaterial

A inscrição do Combate da Coca de Monção no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial está em consulta pública a partir de hoje e durante 30 dias por deliberação do instituto do Património Cultural.

O anúncio da abertura do procedimento para classificar a celebração do Corpo de Deus que se realiza em Monção, no distrito de Viana do Castelo, foi hoje publicado no Diário da República.

A festa secular mistura o sagrado e o profano num combate entre o cavaleiro São Jorge, que representa o bem, e um dragão chamado Coca, que representa o mal.

Um dos momentos altos do evento é o confronto entre São Jorge, “um cavaleiro da terra montado num cavalo branco”, e o dragão, “uma estrutura empurrada por cerca de meia dúzia de funcionários da autarquia”, de acordo com a descrição da autarquia.

“Pintado de verde e com fumo a sair pelas orelhas, o dragão tem a cabeça móvel e goelas bem abertas, fazendo uma figura que por vezes assusta o cavalo e torna a vida difícil ao cavaleiro”, descreveu o município numa nota de imprensa divulgada em junho de 2025.

De acordo com a Câmara, “S. Jorge vence se cortar uma orelha e introduzir a lança, por três vezes, nas goelas da Coca”.

A população de Monção “torce sempre pela vitória de São Jorge, por representar, reza a tradição, boas sementeiras e boas colheitas”, nomeadamente de vinho Alvarinho, acrescenta.

Jornalista natural do distrito de Viana do Castelo com um percurso, sobretudo, pela Informação Regional. Exerce funções há cerca de três décadas no A AURORA DO LIMA, com foco na atualidade noticiosa vianense e alto-minhota.

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