Concelhos do Alto Minho recebem Space Festival

Os concelhos de Valença (09 e 10), Vila Nova de Cerveira (11), Paredes de Coura (12 e 13), Caminha (14) e Arcos de Valdevez (15 e 16) vão receber espetáculos do Space Festival.

“Este é um festival dedicado à música improvisada e experimental, com propostas diferentes em concelhos onde normalmente não há este tipo de oferta nos seus teatros e espaços culturais”, disse à agência Lusa Sofia Pancada, membro da organização do Space Festival.

A iniciativa, que vai na sua 10.ª edição e que assume desde 2022 um caráter itinerante, apresenta propostas diferentes em todos os concelhos, com concertos que tocam em diferentes géneros e que trabalham “uma variedade muito grande de instrumentos, que vão dos mais clássicos aos menos convencionais e mais eletrónicos”, disse, referindo que há também uma preocupação de assegurar um equilíbrio entre artistas mais consagrados e mais emergentes.

“Há também o objetivo de a programação não ser intensa, para as pessoas poderem ir com calma, comer nos restaurantes locais e marcar um alojamento. Não é um festival de recinto único, que procura também proporcionar um turismo respeitador das localidades”, afirmou Sofia Pancada.

Um concerto do duo Calcutá e Maria Amaro chega ao Centro Cultural de Verdoejo (Valença), um trabalho do percussionista Luís Bittencourt que usa um bidão ou sacos de plástico vai ser apresentado no Museu Bienal de Cerveira.

A Capela do Espírito Santo, em Paredes de Coura recebe um concerto, que junta a alemã Almut Kühne com os portugueses João Pedro Brandão e Marcos Cavaleiro. Em Caminha vai surgir um concerto do quarteto de câmara tellKujira, que troca os violinos por duas guitarras elétricas. Krake (Pedro Oliveira) vai dar um concerto no Parque de Merendas de Miranda, em Arcos de Valdevez, depois de uma caminhada.

O festival é de entrada gratuita, com possibilidade de donativo livre e voluntário por parte dos participantes.

O Space Festival é organizado pela associação Rock’n’Cave, em parceria com o Space Ensemble, tendo o apoio da Direção-Geral das Artes e dos municípios envolvidos.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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