Diana Gonçalves leva a Memória do Minho e da Fronteira ao Museu do Pobo Galego

A memória do rio Minho, das suas gentes e das relações construídas ao longo da fronteira chega ao Museo do Pobo Galego, em Santiago de Compostela, através do novo projeto expositivo “Transfronteirizas”, da artista e cineasta valenciana, Diana Gonçalves.

Um dos elementos centrais desta nova criação é uma antiga embarcação do rio Minho, conhecida como Barca dos Pepes, que foi recentemente recuperada depois de ter sido encontrada semiafundada no rio, junto a Verdoejo, em Valença.

Utilizada durante décadas nas deslocações à Ilha do Conguedo, a embarcação carrega consigo uma história particular, mas também uma memória coletiva profundamente ligada ao território raiano e às comunidades que, de ambos os lados do Minho, sempre encontraram no rio um espaço de encontro, circulação e proximidade.

A história da Barca dos Pepes cruza-se ainda com a própria memória familiar de Diana Gonçalves. O nome da embarcação está associado ao seu antepassado Pepe, agricultor e comerciante de gado, natural de Tui, que adquiriu a Ilha do Conguedo no século XIX. Desde então, a memória da ilha e da embarcação permaneceu ligada à família.

A sua recuperação contou com a colaboração de habitantes locais, num processo que permitiu resgatar não apenas uma embarcação, mas também uma história, uma memória e um conjunto de relações que atravessam gerações.

Com “Transfronteirizas”, Diana Gonçalves propõe um olhar sobre uma fronteira vivida, atravessada e partilhada, onde o rio Minho assume um papel central enquanto espaço de ligação entre comunidades, memórias e identidades.

A exposição, produzida pelo Museo do Pobo Galego e pela Raia Creativa, será inaugurada no dia 22 de outubro, em Santiago de Compostela.

Licenciada em Comunicação Social pela Universidade do Minho, possui mais de 20 anos de experiência na área do jornalismo.

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