Falecimento do professor Palma

Ninguém se surpreende com aquilo que eventualmente abominamos, mas todos percebemos a sua categórica existência: a morte! 

É apenas uma questão temporal…! Sem calendário e, quase sempre, sem aviso prévio, todavia, certinha e direitinha. Aos seus impercetíveis “ruídos”, porque ouvimos mesmo muito mal, quando nos apercebermos que batera à porta, já entrara…sem bilhete de volta! 

Porém, os que ficam mais uns relâmpagos do tempo, debatem-se com as nostalgias do chavão, saudade! Esta, existe com maior ou menor pendor plangente, em função das empatias criadas durante as convivências pessoais ou em sociedade. São as contingências da vida… E, neste impasse vivencial, há gente que fica na história das gentes. 

José Manuel da Costa Palma, nascido em Barroselas, outrora Capareiros, a 23 de março de 1949, veio a falecer a 27 de junho de 2026. Esta presença, que figurava na sociabilidade do povo como personalidade extremamente empática e de rara sensibilidade. Era também humilde, e de afável trato.

Desde muito jovem conheci-o como interveniente ativo do associativismo local e, até, expansivo a outras terras! Sempre em movimento, e era um gosto conversar com ele. 

Quando lhe fosse possível, era um verdadeiro cooperador das atividades em que colaborava. Sempre pronto, sempre presente! Ajudou-me muito, incluindo com as suas mensagens enviadas em letras maiúsculas, a dar notícia de um outro autor do Vale do Neiva. Sempre atento!

Neste precoce términus vivencial, senti-lhe os estranhos amargos da dor, porém, resiliente, como quem se doava na paciência. Falamos sobre isso, e conformava-se. Estranhamente, rimos do desconforto. Percebi, e conheci, um verdadeiro amigo que fez da simplicidade o maior engenho da humanidade. Ser Nobre!

Era assim, o professor Palma… 

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