Festa do Padroeiro São Martinho

No segundo ano consecutivo, devido à pandemia, a Comissão de Festas não pôde realizar as tradicionais festividades em honra de São Martinho, Santo António e Senhora dos Emigrantes, com o esplendor de anos anteriores, mas dentro das limitações impostas.

Contudo, nos dias 01 e 02 de agosto, as festividades foram devidamente assinaladas. Para o efeito, foi instalada aparelhagem sonora que emitiu música gravada durante o dia, transmitiu as cerimónias religiosas, com missa campal no exterior da igreja, com a participação de muitos paroquianos.

Na segunda-feira, 02 de agosto, dia da festa dedicada aos emigrantes, para além da missa campal, realizou-se uma romagem ao cemitério onde foi colocada uma coroa de flores pelos emigrantes vivos e falecidos. No interior da igreja pudemos contemplar um lindo andor em honra de São Martinho. A pirotecnia também esteve presente com as limitações necessárias.

Foram umas festividades muito limitadas, mas muito empolgantes para as inúmeras pessoas que puderam participar, nomeadamente emigrantes que nesta época sempre regressam dos países de acolhimento para confraternizar com os seus familiares.

A festividade em honra do nosso padroeiro perde-se no tempo e remonta a 1705, Monografia de Vila Fria a Terra e a Gente do Dr. Padre Alípio Torres, com o decorrer dos tempos as datas foram-se alterando, sobretudo porque o dia do padroeiro, a 11 de novembro, dia de inverno, com muito frio, muita chuva e dias mais pequenos não era uma data muito apelativa.

Recordamos que em 1940 realizou-se a primeira procissão de velas até à capela da Nossa Senhora do Socorro, no lugar da Cavagem, mas que devido aos caminhos lamacentos, a procissão de velas teve de atravessar pelas bouças do lugar de Monte Froio até ao lugar da Cavagem, todos os caminhos da freguesia eram de difícil circulação, consistia num passeio em granito numa da laterais, quando o caminho era muito estreito e o passeio ficava a meio da via, apenas se podia circular a pé, ou em cima de carros de tração animal, hoje já não existem, apenas em fotografias.
Em 1972 mudou-se radicalmente a data das festividades, passando para o verão pelos motivos óbvios, mantendo-se até aos dias de hoje com pequenos ajustes de uma semana, sobretudo devido aos emigrantes que habitualmente iniciam as férias no mês de agosto.

São números imprescindíveis nas festividades; o desfile das mordomas com as ofertas a leiloar em cestos festivos na cabeça, precedida de bandas musicais, até ao adro da igreja afim do leiloeiro dar início à arrematação, a procissão de velas, o desfile dos andores floridos, dos lugares de Sabariz, Valverde, Monte da Ola, Rua, Ponte Pedrinha e Junqueiro, cada lugar enfeita o andor com flores naturais, que desfila até ao Redondo seguido juntos até à igreja, onde um orador sacro aviva a fé dos presentes.

Seguem-se muitos números musicais que vão alterando ao longo dos anos, embora se mantenha sempre esta matriz.

Estamos convictos que para o ano teremos umas festas melhores, embora seja difícil a angariação de receitas ao longo do ano que habitualmente eram realizadas com eventos gastronómicos, comercialização de produtos manufaturados, feirinhas, viagens e que nesta data ainda não são permitidas.

Estas novas gerações não vão permitir que as festividades que tiveram início em 1700 terminem, estamos convictos que, de uma forma mais ao menos garbosa, sempre se realizarão.

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