Filme de Miguel Filgueiras, “Fosfeno”, rodado em Arcos de Valdevez exibido em março e abril

“Fosfeno”, o mais recente filme do realizador Miguel Filgueiras, rodado maioritariamente em Arcos de Valdevez e com o apoio do Município, tem já estreia internacional confirmada para os meses de março e abril, integrando a programação de três festivais de cinema de referência, entre os quais o Festival Internacional de Cinema de Salónica, na Grécia — o Thessaloniki International Film Festival — um dos festivais mais importantes da Europa, integrado na secção Film Forward Competition e cuja exibição está marcada para o dia 12 de março.

Segundo o realizador, o filme procura “abordar e fixar a relação profunda e ambígua entre o ser humano e o cavalo nativo português, o Garrano, num território onde o real e o simbólico são indissociáveis.”

Centrado nesta raça autóctone do noroeste da Península Ibérica, este documentário constitui um convite à reflexão, estabelecendo uma justaposição entre o conforto do real e o desconforto do imaginário. A sua narrativa assenta no universo das montanhas, dos humanos e dos restantes seres que as habitam, revelando acontecimentos de forte impacto visual e emocional, que exigem coragem tanto a quem filma como a quem é filmado. Trata-se de uma fábula sobre o confronto entre o ser humano e a força da natureza, entre o selvagem e o civilizado, o indomável e o domesticado.

Este filme representa mais uma aposta estratégica do Município na promoção cultural e identitária do concelho, reforçando Arcos de Valdevez como um território de referência e um dos principais destinos de filmagem para produções de cinema e televisão em Portugal.

Sobre o Realizador:

Miguel Filgueiras é um cineasta português licenciado em Belas Artes. Em 2016, regressou ao cinema de ensaio a convite da editora discográfica Lovers & Lollypops, realizando os filmes Rendufe e BlackBombay. Após a sua estreia no Festival de Cinema Porto/Post/Doc, estes filmes foram exibidos em vários festivais internacionais de documentários focados na música, onde receberam prêmios nos Estados Unidos e na Suécia. Em 2012, realizou o seu primeiro filme, “Alto do Minho”, um retrato experimental da identidade que foi exibido em 18 festivais internacionais de documentários, incluindo o Margaret Mead Film Festival (EUA). No início da sua carreira, foi galardoado com o Prémio Português Jovens Criadores em 2003 pelo seu trabalho de videoarte, que mais tarde passou a integrar a Coleção da Fundação PLMJ em 2005.

Licenciada em Comunicação Social pela Universidade do Minho, possui mais de 20 anos de experiência na área do jornalismo.

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