Formação “Pensamento Pós-colonial no contexto do Museu”: inscrições abertas!

15 de maio, Museu Bienal de Cerveira

A Fundação Bienal de Arte de Cerveira promove, no dia 15 de maio, no Museu Bienal de Cerveira, a formação “Pensamento Pós-colonial no contexto do Museu”, orientada por Melissa Rodrigues e integrada no projeto “Conversas à Margem”. A participação é gratuita e encontra-se sujeita a inscrição prévia e limitada a 25 participantes.

“Conversas à Margem” é um projeto formativo promovido pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) que recorre a metodologias de educação formal e não formal, com o objetivo de reforçar a capacitação dos profissionais do setor cultural e responder às necessidades formativas do território. Dando continuidade ao trabalho desenvolvido na área da formação, a FBAC apresenta um programa que abrange áreas fundamentais como as práticas artísticas participativas, o pensamento crítico aplicado ao contexto museológico e a gestão de equipamentos culturais.

Agendada para o dia 15 de maio, a formação “Pensamento Pós-colonial no contexto do Museu” propõe uma reflexão crítica sobre a forma como a história, a arte e o património foram construídos a partir de narrativas coloniais, incentivando o debate sobre o papel das instituições culturais na atualidade e os seus processos de transformação.

A sessão articula teoria e prática, abordando conceitos centrais do pensamento pós-colonial e da descolonização do museu. Entre os temas em destaque estão a representação, a identidade e a memória nas coleções e exposições, as vozes historicamente silenciadas, as epistemologias do Sul, a mediação cultural e a escuta de comunidades, bem como novas metodologias para uma museologia mais crítica, inclusiva e participativa.

A formação será orientada por Melissa Rodrigues, artista e investigadora, com formação em Antropologia e Performance Arte. O seu trabalho cruza práticas artísticas, cultura visual e pensamento crítico, explorando as heranças coloniais, a representação do corpo negro e as formas de resistência na diáspora africana, tendo sido apresentado em contextos nacionais e internacionais.

De referir que o programa de formação integra a candidatura “Territórios sem fronteira” (Apoio Sustentado – Artes Visuais – 2025-2026), com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, sendo a FBAC membro da RPAC – Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

Jornalista natural do distrito de Viana do Castelo com um percurso, sobretudo, pela Informação Regional. Exerce funções há cerca de três décadas no A AURORA DO LIMA, com foco na atualidade noticiosa vianense e alto-minhota.

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