O Governo anunciou o arranque de um conjunto de intervenções urgentes de proteção costeira no concelho de Caminha, num investimento de 4,5 milhões de euros destinado a reforçar a segurança de pessoas e bens e travar o avanço da erosão marítima.
A medida foi formalizada esta segunda-feira através da assinatura de um protocolo de cooperação técnica e financeira entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Município de Caminha, garantindo uma resposta imediata aos estragos provocados pelas recentes intempéries.
As intervenções vão incidir sobretudo na Praia de Moledo e em Vila Praia de Âncora, duas das zonas mais afetadas. Entre as ações previstas destacam-se a reconstrução do muro de proteção costeira em Moledo, parcialmente destruído pela forte agitação marítima, e o reperfilamento do areal em Vila Praia de Âncora, incluindo o reforço do sistema dunar dos Caldeirões.
Numa primeira fase, considerada prioritária, serão aplicados cerca de 500 mil euros em trabalhos de estabilização e mitigação de riscos, com o objetivo de travar o recuo da linha de costa e reduzir o perigo de galgamento marítimo, protegendo infraestruturas, habitações e acessos.
O pacote de intervenções integra um plano mais amplo de obras urgentes que ultrapassa os 15 milhões de euros e que deverá estar concluído antes da próxima época balnear. Após o verão, avançarão novas empreitadas no valor de cerca de 4 milhões de euros, financiadas pelo Fundo Ambiental, APA e programa Sustentável 2030, permitindo beneficiar diretamente mais de sete mil pessoas e reforçar a resiliência costeira do concelho.
A execução dos trabalhos ficará a cargo da autarquia, com acompanhamento técnico da APA, garantindo rapidez e eficácia na resposta no terreno.
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinhou que “a proteção da nossa costa é uma prioridade absoluta”, destacando a necessidade de agir rapidamente face ao agravamento dos fenómenos associados às alterações climáticas.
Atualmente, estão já em curso intervenções na faixa costeira portuguesa no valor de mais de 63 milhões de euros. A este montante juntam-se 15 milhões de euros em obras urgentes a concluir até maio de 2026 e 12 milhões até ao final do mesmo ano. Até 2027, o investimento global previsto ascende a 174 milhões de euros, refletindo o reforço da estratégia nacional de adaptação às alterações climáticas.
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