Governo quer “esgotar possibilidades de aproximação” na lei laboral e reúne-se na próxima semana com parceiros

O primeiro-ministro anunciou, em Caminha, que o Governo vai reunir-se no início da próxima semana com os parceiros sociais sobre a lei laboral, dizendo que “não quer eternizar discussão”, mas querer “esgotar todas as possibilidades de aproximação”.

Luís Montenegro falava no encerramento das jornadas parlamentares do PSD, que decorreram em Caminha (distrito de Viana do Castelo), sob o lema “Portugal Resiliência e Ambição”.

“Temos de ganhar esta luta, com moderação, com sentido de responsabilidade, com certeza, mas com sentido de mudança, com sentido de coragem para ousar fazer diferente”, apelou, dizendo que só reformando a legislação laboral Portugal poderá ser uma economia mais competitiva.

Numa intervenção com mais de 40 minutos e centrada sobretudo no pacote laboral do Governo, Montenegro pediu “lealdade institucional e sentido de responsabilidade” a todos os parceiros sociais, incluindo a UGT, que acusou de ter apresentado uma “proposta desenquadrada” durante o processo negocial.

O primeiro-ministro fez mesmo um apelo direto a esta central sindical, pedindo-lhe que “não capitule face à outra central sindical”, a CGTP, que tradicionalmente não alinha em compromissos em sede de concertação social.

Montenegro chegou mesmo a fazer uma comparação entre a CGTP e o partido Chega, que também pediu ao Governo que rasgasse a atual proposta de revisão da lei laboral e começasse do zero, dizendo que ambos recorrem ao mesmo verbo.

“Muitas vezes diz-se e bem que os extremos tocam-se. Neste caso concreto é que nem uma luva”, afirmou.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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