Junta adquire máquinas e elimina ratoeiras

Possivelmente muitos recordam como eram feitas as limpezas das bermas dos caminhos da nossa aldeia e de todas as outras, inclusive as das valetas da própria Estrada Nacional, basta recuar há apenas meio século para recordar como era realizado esse trabalho. De enxada ou sachola como queiram, na mão, e não havia coisa melhor para alindar o ambiente, mas tal trabalho era realizado pelos próprios moradores da aldeia e na estrada nacional eram os cantoneiros fardados a rigor que tratavam de embelezar o seu cantão.

Os tempos foram evoluindo e os caminhos e quelhas deram lugar a ruas e avenidas e a autarquia chamou a si, quanto a nós muito bem, a tarefa da limpeza das mesmas, continuando a realizar tal trabalho com o apoio da enxada (como se diz em Carreço).

A evolução é uma constante da vida, o desenvolvimento e a tecnologia não param e a inovação acontece, assim a autarquia, em devido tempo, há muitos anos atrás, substituiu a velha enxada pela máquina roçadeira de ombros, equipada com disco metálico e depois com fio plástico.

A atual autarquia equacionando sempre a questão da relação custos de produção/trabalho, resolveu adquirir duas novas máquinas para a limpeza das bermas das vias de comunicação da freguesia, as nossas ruas e avenidas da modernidade. Assim e como em tempo ficamos de voltar a este tema da aquisição de máquinas, aqui estamos para reportar a aquisição por parte da Junta de Freguesia de uma roçadeira e de uma capinadeira, ambas bem dimensionadas para o trabalho a que estão destinadas.

Vão decorridas muito perto de duas décadas de anos quando ouvimos em plena Assembleia de Freguesia um eleito propor, ou melhor, recomendar por várias vezes a aquisição destas máquinas ou de outras congéneres para o mesmo efeito, com o fim de tornar os trabalhos mais céleres e económicos para a autarquia e muito mais benéficos para o ambiente. A sugestão não mereceu acolhimento por parte do executivo. Pelo contrário foi depreciada provavelmente por criar desconforto à Junta de então em ter de acolher da oposição tal sugestão deste tipo, com esta dimensão e seria sempre vista como medida adotada e não sua, preferindo continuar a aplicação de produtos químicos, mas o tempo também é conselheiro e cá está ele o tempo, a dar razão a quem teve nessa data uma lucidez extraordinária.

Está de parabéns a Junta de Freguesia pelas aquisições realizadas, as quais engrandecem o parque de máquinas da Junta e fazemos votos que as mesmas sejam muito úteis ao serviço de toda a comunidade carrecense.

SEM RATOEIRA
A Junta de Freguesia atenta aos problemas existentes dentro da sua esfera de ação, uns mais visíveis outros nem tanto assim, uns porque os residentes são conhecedores dos ditos e passam a conviver diariamente com eles e assim vão ficando para a posteridade, enfim podemos encontrar inúmeras razões para que as ratoeiras como a presente levem algum tempo a ser eliminadas.

No caso presente estamos a falar da ratoeira que existia na bifurcação da Rua do Custódio com a Avenida de Paçô, ali mesmo às portas das Casas do Simão e do Luís. A Rua do Custódio foi aberta na primeira metade dos anos oitenta do século passado, em 1984 ou 85, a partir da quelha existente com o mesmo nome, era uma quelha estreita, íngreme, rochosa, tortuosa e no tempo de invernia transformava-se num verdadeiro rego de águas pluviais, por isso era a pé e mal que por lá se passava.

A rua foi pavimentada anos mais tarde, dando origem à ratoeira a que nos reportamos, a qual continha na zona central da bifurcação um desnível na vertical superior a um metro de altura. Isto, em vez de fazer a concordância com o piso da Avenida de Paçô, assim quem descia a rua do Custódio tinha em frente no seu final um perigoso fosso à sua espera.

Foi exatamente o que a Junta fez, retirou o material necessário para baixar o pavimento da rua para a cota de concordância com a da avenida e assim eliminou a dita ratoeira. Felizmente parece que a mesma não causou muitos danos pessoais, especialmente danos corporais não consta que causasse, mas provocar vários arrepios a muitos que desconheciam o local, sem dúvida que provocou.

Ainda bem que a autarquia está atenta a estas pequenas, mas grandes anomalias.

Item adicionado ao carrinho.
0 itens - 0.00

Assine o “A Aurora do Lima”, o jornal mais antigo de Portugal Continental, por apenas 20€/ano!

Há 169 anos que o “A Aurora do Lima” faz parte da história económica e social do Alto Minho, com um impacto especial em Viana do Castelo.

Garanta já a sua assinatura e ajude-nos a manter viva esta tradição centenária!