O ministro da Educação, Fernando Alexandre, apontou o concelho de Arcos de Valdevez como um exemplo de referência a nível nacional na articulação entre autarquias e escolas, considerando-o “um dos projetos educativos mais interessantes” que conheceu.
Em entrevista ao jornal ECO, citada por O Minho, o governante respondeu às críticas sobre a delegação de competências educativas nos municípios — frequentemente acusados de serem meros “capatazes administrativos” — sublinhando que existem “excelentes exemplos no país” e destacando, em particular, o trabalho desenvolvido em Arcos de Valdevez.
Segundo Fernando Alexandre, o sucesso do projeto educativo arcuense resulta de um forte envolvimento da Câmara Municipal em várias dimensões, desde a promoção do ensino articulado ao cuidado com os equipamentos escolares, passando pela garantia da qualidade da alimentação nas escolas. “Só existe naquela forma porque tinha um enorme envolvimento da Câmara Municipal”, afirmou.
O ministro defendeu que as autarquias podem fazer “uma enorme diferença” nos projetos educativos locais, mesmo sem interferir na definição dos conteúdos curriculares, que continuam a ser de âmbito nacional. Esse contributo, explicou, passa sobretudo pela criação de condições para um ensino mais integral, que promova o desenvolvimento global das crianças, nomeadamente através do ensino articulado nas áreas da música, do teatro e de outras expressões artísticas.
Rejeitando a ideia de que às autarquias é atribuída apenas a gestão da limpeza e outras tarefas administrativas, Fernando Alexandre considerou que estas funções podem ser desempenhadas de forma mais eficaz a nível local, libertando as escolas para se concentrarem na sua missão pedagógica.
O governante visitou Arcos de Valdevez em março deste ano, no âmbito do Alto Minho Science Fest. Na ocasião, elogiou também o ex-presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves, sublinhando que “a qualidade de um autarca mede-se pela atenção que dá à educação desde o pré-primário até ao ensino superior”.
