O PSD iniciou hoje as jornadas parlamentares de dois dias em Caminha (Viana do Castelo), que contam com a participação do antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, como orador convidado, e de três ministros num painel sobre o PTRR.
As jornadas acontecem numa altura em que antigo primeiro-ministro Passos Coelho tem estado no centro da agenda político-mediática: depois de várias intervenções críticas para o atual Governo PSD/CDS-PP, o presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, desafiou quem tem um “caminho diferente e alternativo” a apresentar-se como candidato à liderança e propôs que as eleições diretas se realizassem já em maio, em vez de depois do verão, como há dois anos.
Na resposta, Passos recomendou a Montenegro que se concentre na missão de chefiar o Governo “e se distraia pouco com o resto”, dizendo não ser “candidato a coisíssima nenhuma” neste momento.
Na quarta-feira, o segundo dia das jornadas parlamentares do PSD terá um painel sobre o programa Portugal Transformação Recuperação Resiliência (PTRR), lançado pelo Governo depois da sucessão de tempestades que atingiram o país e causaram 18 mortes e centenas de desalojados.
Para debater o programa, que está em fase de discussão pública, o PSD convidou os ministros da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, antes da sessão de encerramento pelo líder Luís Montenegro.
As jornadas parlamentares do PSD estiveram inicialmente previstas para 09 e 10 de fevereiro, mas foram adiadas devido ao mau tempo. Agora, acontecem um dia depois de o novo Presidente da República, António José Seguro, ser investido e fazer o seu discurso inaugural perante a Assembleia da República.
Na cerimónia de tomada de posse, o novo chefe de Estado afirmou que tudo fará para travar o “frenesim eleitoral” dos últimos anos e pediu aos partidos com representação parlamentar “um compromisso político claro” pela estabilidade.
Na reação, o líder parlamentar do PSD considerou que esta era uma “mensagem muito alinhada” com a do seu partido e do Governo, dizendo que todos concordam que a estabilidade não é um fim, mas um meio para “transformar a vida das pessoas”.
