A Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), Vila Nova de Cerveira, no Alto Minho, escolheu Luanda, Angola, para o terceiro ciclo expositivo do Museu Bienal de Cerveira a inaugurar no dia 07 de março.
“Luanda é uma cidade em constante transformação, feita de ritmos, ruturas e memórias que persistem. Nesta exposição, olhamos para a cidade contemporânea para além dos estereótipos, convocando artistas que revelam as complexas dinâmicas sociais, os encontros e desencontros e a resistência do povo angolano”, sublinham as curadoras, Edna Bettencourt e Paula Nascimento, citadas numa nota à imprensa, sobre a mostra.
A exposição, intitulada “Transbordo – Luanda: de várias Luandas”, está integrada no programa das cidades convidadas que, em 2025, foi Santiago de Compostela, na Galiza.
As curadoras Edna Bettencourt e Paula Nascimento propõem “uma reflexão plural sobre Luanda, explorando múltiplas narrativas, geografias e identidades através do trabalho de dez artistas angolanos”.
Já a diretora artística da FBAC, Mafalda Santos, também citada na nota à imprensa, refere que “o título evoca o ato de passagem de viajantes ou mercadorias entre lugares, funcionando como fio condutor do programa e estabelecendo pontes entre Luanda e outras cidades convidadas”.
Na exposição, que vai abrir no dia 07 de março, às 16:00, no Museu Bienal de Cerveira, participam os artistas Banga Coletivo (Katia Mendes Jimba e Yolana Lemos), Dreça Manuel, Flávio Cardoso, Gegé M’bakudi, Irene A’mosi, Lilianne Kiame, Magno Daniel, Resem Verkron, Vunda e Wyssolela Moreira, “cujas práticas dialogam com diferentes experiências urbanas, sociais e simbólicas da capital angolana”.
Para o presidente do conselho diretivo FBAC, Rui Teixeira, “esta linha programática reforça a vocação da FBAC enquanto plataforma de diálogo internacional”.
Para Rui Teixeira, que é também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, a mostra “afirma o papel da arte contemporânea na construção de pontes entre geografias, culturas e comunidades”.
“Ao acolher Luanda, ampliamos o nosso território simbólico e aprofundamos relações históricas e afetivas que unem Portugal e Angola”, sublinha.
A “lógica da passagem prolonga-se no projeto “A-Salto” que explora a condição transfronteiriça de Vila Nova de Cerveira, abordando histórias de circulação, resistência e conexão cultural”.
Também no dia 07 de março, “será inaugurada a exposição “A-Salto – Escola de Groningen”, nas galerias João Lemos Costa e Germano Cantinho, com curadoria de Natxo Checa, em parceria com a galeria Zé dos Bois, em Lisboa, da qual é cofundador.
A “mostra estabelece um diálogo entre obras da coleção da FBAC, como as de Manuel Baptista e Bartolomeu dos Santos, obras da coleção da galeria Zé dos Bois, como as de João Maria Gusmão e Rigo e, ainda oito novas criações de artistas como Alexandre Estrela e Anne Lefebvre”.
A “exposição reúne no total cerca de 20 artistas e propõe estimular novas leituras e interpretações das obras, reforçando a circulação cultural que estrutura todo o programa”.
“Ao articular a coleção do Museu Bienal de Cerveira com novas curadorias e criações artísticas, a iniciativa promove diálogos críticos, valoriza o acervo da FBAC e coloca-o em relação com práticas contemporâneas”, explica a fundação.
O terceiro ciclo expositivo integra a candidatura “Territórios sem Fronteira”, com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, e reforça a missão da FBAC enquanto membro da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), “promovendo a arte contemporânea nacional e internacional e consolidando o diálogo entre cidades, territórios e artistas”.

