Afife vai reviver aquela que é a secular tradição de “Sarrar a Velha” como acontecia no antigamente. Nesse sentido, o Núcleo Amador de Investigação Arqueológica de Afife (NAIAA) tem incentivado os alunos das escolas a participarem na tradição, e iniciou um ciclo de ensinamentos sobre o manusear dos triquelitraques com o afifense Luís São João. Agora realizou duas oficinas temáticas, Como Fazer a Velha, onde o objetivo é inserir os mais novos e dar-lhes os conhecimentos sobre a construção do andor da Velha utilizando os materiais de antigamente.
Este ano, o incentivo à participação dos afifenses na tradição teve um resultado bem positivo, pois todas as noites ouvem-se os triquelitraques e o Grupo de Folclore de Afife também está a colaborar. Antes dos seus habituais ensaios, os elementos do Grupo saem à rua com os triquelitraques e tocam em vários pontos da freguesia.
Refira-se que o NAIAA tem primado para que a tradição se mantenha dentro dos parâmetros característicos da freguesia. Até porque se trata de uma tradição secular e que não pode ser alterada, até para manter bem viva a memória de um povo.
Assim na quarta-feira, dia 15, acontece a Sarração da Velha, a partir das 21h30, com o percurso a iniciar-se na sede do NAIAA, com o andor da Velha na frente, seguindo-se os triquelitraques. Ao longo do trajeto vai ouvir-se o Sarra, o Esgalha e a Marcha e tudo vai terminar na centenária Mesa de Pedra do Cruzeiro, onde se toca o Sarra, é lido o testamento e sarra-se a Velha.
Em tempos, o andor da Velha, representava uma esfinge da mulher mais idosa da freguesia, com detalhes que a pudessem identificar, no entanto por vezes aquelas pessoas que não gostavam da tradição criavam zangas com os organizadores. Os elementos do NAIAA para evitar zangas deixaram de cumprir esta situação.
