Valença realojou 34 moradores devido ao risco de cheia do rio Minho

Trinta e quatro pessoas, das quais 18 crianças, residentes no cais do rio Minho foram realojadas “por precaução”, devido ao risco de cheia que se mantém pelo menos até terça-feira, disse fonte da Proteção Civil.

À Lusa, a mesma fonte explicou que, na mesma zona do acampamento onde residem as famílias “ficaram ainda 13 adultos e 10 crianças”, por estarem “numa cota superior” e “sem risco de cheia”, junto ao rio Minho, em Valença, no distrito de Viana do Castelo.

O realojamento aconteceu na noite de quinta para sexta-feira e deve manter-se enquanto houver a possibilidade de cheias, prevista para terça-feira e dependente das descargas da barragem da Frieira, em Espanha, acrescentou.

As famílias retiradas do local foram realojadas em “contentores provisórios”, explicou, assinalando que o trabalho foi desenvolvido em articulação com os serviços de apoio social do município.

A fonte da Proteção Civil esclareceu que, habitualmente, estas famílias “costumam ficar numa junta de freguesia” em situações do género.

A opção pelos contentores foi feita para não perturbar o funcionamento escolar e as eleições [Presidenciais, que se realizaram no domingo].

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o distrito de Viana do Castelo vai estar sob avisos de precipitação de nível laranja a partir de terça-feira.

De acordo com o IPMA, na terça e na quarta-feira, Portugal continental vai assim ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua.

“Para dia 10 [terça-feira] já foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e dai o nível laranja de precipitação”, indicou hoje a meteorologista Ângela Lourenço.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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