As Oficinas do GAF assinalam este ano os seus 25 anos de atividade ao serviço à comunidade! Qualquer data só é importante quando é relevante na mudança do percurso de vida de alguém… No decorrer deste quarto de século, muitos foram os esforços mobilizados para o desenvolvimento de competências e da autoestima dos/as vários/as utentes que já integraram aquele espaço.
Para perceber a dinâmica das Oficinas temos que recuar ao início da criação do GAF – Gabinete de Atendimento à Família, pela Ordem dos padres Carmelitas descalços, Convento do Carmo em Viana do Castelo – que este ano também celebra o seu 400º aniversário. À data da criação, o GAF, propôs-se a “Desenvolver respostas sociais de qualidade, com um espírito humanista e solidário, que promovam os direitos, a qualidade de vida, a inclusão e a cidadania de indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade social e/ou económica.” (in missão), e logo nos primeiros tempos foi sentida a necessidade de criar um espaço ocupacional para dar seguimento ao trabalho psicossocial prestado por equipas multidisciplinares (pautadas por saberes científicos da área social, afastando-se das práticas assistencialistas). Assim, no dia 26 de julho de 1996, quando o GAF tinha apenas dois anos de existência, surge o Centro de Dia, com a formação de Ateliers Ocupacionais.
Ao longo destes 25 anos foi trilhado um longo e gratificante caminho… procuraram-se novos saberes, adaptaram-se conhecimentos, ajustou-se o funcionamento e estabeleceram-se redes formais e informais de parcerias. Com o objetivo de proporcionar aos/às utentes ocupação útil diariamente, com a produção de manufaturas em papel maché e folhas de papel reciclado artesanal, proporcionaram-se condições para catalisar rotinas e aprendizagens promotoras de autonomização.
Para assinalar esta data tão significativa, foi inaugurada no passado dia 26 a instalação artística intitulada “GÊNESIS 25 Anos de Oficinas by GAF”, colocada na receção da instituição. Estão planeadas outras ações ao longo do ano envolvendo utentes, parceiros e a comunidade.
Nézé
